Teoria e Prática na Aprendizagem de Cálculo

  • Maria Clara Rezende Frota Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG)

Resumo

Entrevistas clínicas conduzidas com três estudantes de Engenharia permitiram mapear suas estratégias de aprendizagem, identificando seus diferentes estilos: um estilo chamado prático → teórico definido por um movimento a partir da prática em direção à teoria; outro estilo, denominado teórico → prático, evidenciando um movimento no sentido inverso, da teoria em direção à prática. Essa classificação é sustentada em estudos que mesclaram metodologias qualitativas e quantitativas na categorização de estilos de aprendizagem de Cálculo de estudantes de Engenharia. A resolução de exercícios é elemento chave do método de estudar e aprender Cálculo desses alunos, por vezes como ponto de partida para interlocuções teóricas posteriores, outras vezes como ponto de chegada, usado para compreender a teoria. Os resultados sugerem repensar o ensino e aprendizagem de Matemática a partir de novas perspectivas de utilização da estratégia de resolução de exercícios na sala de aula de Cálculo. Palavras-chave: Estratégias e Estilos de Aprendizagem de Matemática. Ensino de Cálculo. Resolução de Exercícios.

Biografia do Autor

Maria Clara Rezende Frota, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG)
Possui graduação em Licenciatura em Matemática pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Varginha, Mestrado em Matemática pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica(1976) e Doutorado em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais(2002). É professora (Adjunto III) da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, ministrando aulas na graduação, em cursos de engenharia, além de atuar como docente no Mestrado em Ensino e coordenar o Curso de Especialização em Educação Matemática. Tem experiência na área de Educação, desenvolvendo trabalhos principalmente em Educação Matemática: ensino de cálculo, formação de professores, estratégias de ensino e aprendizagem matemática e práticas investigativas em ensino de matemática. É membro da Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM), coordenando atualmente o GT de Educação Matemática Superior.
Publicado
2008-08-20
Seção
ARTIGOS