Gráfico tátil: A possível forma de informação e inclusão do deficiente visual.

  • Leia de Andrade Universidade Estadual de maringá
  • Fernando Luiz de Paula Santil Universidade Estadual de Maringá
Palavras-chave: percepção, ensino de geografia, cartografia tátil.

Resumo

O objetivo deste trabalho consiste em demonstrar a importância dos gráficos no ensino de geografia para crianças deficientes visuais inseridas no sistema de ensino. Os gráficos estão presentes nos livros didáticos, mas para o invisual é necessário dispor essa forma de representação gráfica de maneira adequada. A cartografia tátil permite gerar gráfico e mapa em alto relevo para a leitura através do sentido tátil. No caso, a pesquisa realizada no desenvolvimento de gráficos táteis para estudantes de 5ª série, valeram-se das teorias de Piaget, que direcionou a avaliação do desenvolvimento cognitivo dos estudantes nas tarefas, e da semiologia gráfica, que ajudou no tratamento gráfico da informação para essa produção. Os resultados apontam que os gráficos construídos instigam tanto à exploração, como favorecem a percepção tátil. É necessário respeitar o “espaço útil” do gráfico, no caso indicado pela distância entre as mãos. Em relação a leitura dos gráficos, as dificuldades detectadas foram quanto à identificação da forma, da noção de escala e do sistema de coordenadas.

Biografia do Autor

Leia de Andrade, Universidade Estadual de maringá
Departamento de Geografia, Universidade Estadual de Maringá. Já foi bolsista PIBIC-Fundação Aráucaria, com pesquisas na área de ensino de cartografia para deficientes visuais.
Fernando Luiz de Paula Santil, Universidade Estadual de Maringá
Prof. Dr. do Departamento de Geografia da Universidade Estadual de Maringá.
Publicado
2011-12-09
Seção
Artigos