Ciborgues e monstros em não-lugares: aspectos da educação em uma sociedade supermoderna

  • Henrique Marins de Carvalho Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia
Palavras-chave: Supermodernidade, não-lugares, ciborgues, monstros

Resumo

A sociedade pós-moderna, em especial nas culturas ocidentalizadas, tem a peculiaridade da presença de alguns componentes: o capitalismo, os sistemas de poder, as tecnologias para o seu exercício, comportamentos esquizofrênicos, o fortalecimento das ações de segregação e repressão. Este é o pano de fundo político, social e cultural da Escola: instituição que busca o ajuste dos indivíduos à vida cívica e laboral. Com base em algumas ideias de Michel Foucault da dupla formada por Gilles Deleuze e Felix Guattari faz-se a análise dos instrumentos de poder e das ações neles presentes. Além desses, apresentam-se conceitos apoiados nas definições de Marc Augè, sobre as características do não-lugar na supermodernidade, lugar desprovido de experiência; de Donna Haraway, com sua ciborgologia, oferecendo a chance de substituir a dicotomia homem versus máquina por uma ontologia do homem-máquina e de Jeffrey Jerome Cohen, que, em sete teses sobre os monstros, volta o olhar para a monstruosidade que nos cerca. Identifica-se, então, o elemento que pretende ser alcançado pela Escola: um infante ciborgue e monstruoso que é obrigado a permanecer em um não-lugar.

Biografia do Autor

Henrique Marins de Carvalho, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia
Professor de disciplinas de Matemática nos cursos de licenciaturas, tecnologias e engenharias.
Publicado
2013-07-29
Seção
Artigos