ANÁLISE MICROFACIOLÓGICA DE UMA SEÇÃO EM TESTEMUNHO DA FORMAÇÃO COTINGUIBA, CRETÁCEO DA BACIA DE SERGIPE-ALAGOAS

  • Rodrigo Soares Monteiro da SILVA Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
  • Júlia FAVORETO Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
  • Jane Nobre LOPES Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
  • Leonardo BORGHI Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Resumo

Na transição Cenomaniano–Turoniano registra-se mundialmente o maior evento de subida do nível eustático do Cretáceo. Insere-se nesse contexto a Formação Cotinguiba (Bacia de Sergipe-Alagoas), que resulta da transgressão responsável pela construção de uma rampa carbonática com talude distal, durante o afogamento do sistema plataformal sotoposto (até meados do Coniaciano). Essas unidades de grã fina distais constituem análogos aflorantes de potenciais rochas-selante das bacias da margem continental sudeste (e.g., Formação Outeiro, Bacia de Campos), o que torna sua análise faciológica importante para a caracterização tecnológica de sistemas petrolíferos em que participem. Logo, este estudo objetiva caracterizar microfaciologicamente uma seção de 100 m de extensão, em testemunho de sondagem da Formação Cotinguiba, associadamente ao contexto estratigráfico, a fim de: definir os atributos sedimentológicos diagnósticos da sua situação paleoambiental; e avaliar a evolução paleoambiental, registrada pela sucessão microfaciológica assim estabelecida. Para tanto, foi elaborado um perfil sedimentológico da referida seção, ao qual a análise petrográfica complementar atribuiu onze microfácies (definidas por critérios composicionais, texturais e paleontológicos). Estudos bioestratigráficos da mesma seção contribuem para a interpretação de que esta sucessão microfaciológica representa a progradação que modela a rampa carbonática, por fluxos gravitacionais ao longo do talude distal.

Biografia do Autor

Rodrigo Soares Monteiro da SILVA, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Graduação em Geologia na UFRJ, em 2013. Mestrado em Geologia na UFRJ, em 2017. Servidor (geólogo) do Departamento de Recursos Minerais do estado do Rio de Janeiro (DRM-RJ), desde 2013.

Júlia FAVORETO, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Geóloga formada pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"-UNESP, com experiência na área de petrologia sedimentar, estratigrafia e paleontologia.

Jane Nobre LOPES, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Possui graduação em Geologia pela Universidade de São Paulo (1971), mestrado em Geociências (Geologia Sedimentar) pela Universidade de São Paulo (1995) e doutorado em Geociências pela Universidade Estadual de Campinas (2002). Até dezembro de 2013, foi geóloga da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais. Atualmente é professora colaboradora voluntária da UFRJ (BUFRJ nº38, de 19/09/2013). Leciona desde 2013 a disciplina de Rochas Carbonáticas para os cursos de Graduação e Pós-graduação em Geociências da UFRJ. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Sedimentologia, Diagênese de Carbonatos e sua relação com a colocação de depósitos minerais não associados a fluidos magmáticos. Dolomitização. Hidrotermalismo. Atua principalmente nos seguintes temas: carbonatos precambrianos, Grupo Bambuí, sedimentologia e diagênese de carbonatos; carbonatos microbianos e bioconstruções; metalogenia e depósitos minerais associados a rochas carbonáticas; isótopos estáveis e radiogênicos para estudo de rochas carbonáticas.

Leonardo BORGHI, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Graduado (1989), Mestre (1993) e Doutor (2002) em Geologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente é Professor Adjunto (40DE) da UFRJ, onde leciona, orienta (graduação e pós-graduação) e desenvolve pesquisa em diversas áreas da Geologia Sedimentar, além de coordenar o Laboratório de Geologia Sedimentar (Lagesed). São linhas de estudo a Complexidade em Geologia Sedimentar, fácies sedimentares e gearquitetura deposicional, e a Geobiologia (Microbiologia e Icnologia). Em termos aplicados, investiga modelos deposicionais análogos e a qualidade de rochas reservatório e selante em sistemas petrolíferos, os quais ainda possam ser aplicados em estudos de aqüíferos sedimentares e estocagem geológica de gases. Colabora com iniciativas de estudo sobre geoparques e geossítios sedimentares.

Publicado
2019-08-20