Educação Ambiental e Exame Nacional do Ensino Médio: (cor)relações e implicações de uma abordagem em macroescalas geográficas

Resumo

O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) foi instituído para avaliar essa etapa de ensino, servindo também como meio de acesso ao Ensino Superior nas principais universidades do país. Apesar das reformulações pelas quais tem passado, o seguimento restrito de sua matriz de referência pode comprometer a discussão de temas socioambientais em escala local. O objetivo do presente estudo foi argumentar acerca das implicações trazidas pelo ENEM para a discussão de questões socioambientais em escala local no âmbito escolar. Para isso, foram coletados dados bibliográficos como artigos indexados e documentais, através da análise das provas de Ciências Humanas e Ciências da Natureza, aplicadas entre os anos de 2012 a 2016, que comprovaram o pouco número de questões que trataram de temas socioambientais em escala local nesses anos, prevalecendo as macroescalas global/nacional. Constatou-se, assim, que o ENEM, raramente, abordou questões locais em suas provas, devendo a escola utilizar de outros instrumentos para ampliar discussões dessa natureza.

Biografia do Autor

Luiz Ricardo Oliveira Santos, Universidade Federal de Sergipe
Mestre em Ensino das Ciências Ambientais pela Universidade Federal de Sergipe (2018). Especialista em Direitos Infanto-Juvenis no Ambiente Escolar (2016) e Licenciado em Ciências Biológicas (2013) pela mesma instituição. É professor de Ciências e Biologia da rede pública de Educação Básica. Integrante do Grupo de Pesquisa em Geoecologia e Planejamento Territorial (Geoplan/UFS/CNPq). Parecerista ad hoc da Revista Educação e Cultura Contemporânea (A2 Qualis/CAPES). Orientador do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Júnior (PIBIC-Jr./CNPq). Atua em ensino e pesquisa, principalmente, nas seguintes áreas: Educação Ambiental, Educação Básica, Ensino de Ciências, Metodologias Ativas, Metodologia da Problematização.
Rosemeri Melo e Souza, Universidade Federal de Sergipe
Pesquisadora do CNPq e Professora Associada do Departamento de Engenharia Ambiental da UFS. Pós-Doutora em Geografia Física (Biogeografia) pela GPEM/The University of Queensland, Austrália. Doutora em Desenvolvimento Sustentável/Gestão Ambiental (UnB) com estágio doutoral Grupo DILIF da Universidade de Lisboa, Portugal. Pesquisadora FAPITEC-SE, Consultora Ad Hoc da CAPES, Membro Titular do Conselho de Meio Ambiente de Aracaju (2013-2015). Vice-Presidente da CPPD/UFS (2014-2017). Publicou, até o presente, mais de 140 artigos em periódicos especializados, 11 livros e 74 capítulos de livros. Membro do Conselho e/ou Revisora de numerosos periódicos científicos internacionais e nacionais. Atua em Geografia Física, com ênfase em Biogeografia e Ciências Ambientais, nos temas: Fitoindicação e Mudanças Ambientais, Avaliação/Monitoramento do Meio Biofísico, Mangrove; Conflitos Ambientais.
Jailton de Jesus Costa, Universidade Federal de Sergipe
É Doutor em Geografia (Ênfase em Geografia Física). Geógrafo (Bacharel) e Licenciado em Geografia. Docente Associado I (Classe DIV, Nível I) da UFS, lotado no CAP. Docente Permanente do Programa de Pós-graduação em Mestrado Profissional em Ensino das Ciências Ambientais - PROFCIAMB e do PPG em Desenvolvimento e Meio Ambiente - PRODEMA. Pesquisador do Grupo de Pesquisa em Geoecologia e Planejamento Territorial (CNPq/UFS) e do GPEA. Áreas de atuação: Geografia Física; Dinâmica e Avaliação Ambiental; Educação Ambiental; Geoecologia/Fitogeografia Aplicada.
Publicado
2019-01-19
Seção
Artigos