TERRITORIALIZAÇÃO PORTUÁRIA NA AMAZÔNIA E SUAS IMPLICAÇÕES EM “TERRITÓRIOS TRADICIONAIS” NO BAIXO TOCANTINS – ABAETETUBA – PA

Resumo

Nas duas últimas duas décadas tem-se assistido no Brasil um aumento significativo de planejamentos, políticas públicas e investimentos estrangeiros em infraestrutura, sobretudo, ligado a multiplicação de complexos portuários, notadamente para e na Amazônia. A “região” do Baixo Tocantins (Amazônia Paraense) constitui fonte de atenção e ações, mobilizadas pelos setores públicos e privados na produção de complexos portuários. O objetivo deste artigo consiste em analisar e mapear a territorialização portuária na Amazônia e suas implicações nos “territórios tradicionais” no Baixo Tocantins, Abaetetuba, Pará. Assim esquadrinhando e analisando: i) o quantitativo de portos, sua a expansão em termos espaço-temporal e os portos planejados; ii) os agentes hegemônicos (e setor econômico inserido) ligados a expansão de portos privados na Amazônia; iii) os efeitos múltiplos nas transformações do espaço agrário, particularmente as ações políticas (estratégias) e organizações empreendidas pelos agentes de resistência no Baixo Tocantins (Abaetetuba) como forma de “barrar” territorializações hegemônicas sobre “territórios tradicionais”. Face a isso o percurso metodológico baseou-se em levantamento bibliográfico e documental e pesquisa participante, realizada entre 2017 e 2021; e, tendo como fio condutor o diálogo com o campo de estudos da Geografia Crítica e da Ecologia Política.

Biografia do Autor

MARCOS CARDOSO, Universidade Federal do Pará (UFPA)

Possui graduação em Licenciatura em Geografia pela Universidade Federal do Pará (2019). Especialista em Geotecnologias Aplicadas ao Planejamento Ambiental e Desenvolvimento Territorial Rural (2020, UFPA). Atuando principalmente nos seguintes temas: movimentos sociais, educação do campo, o avanço dos "grandes projetos" na Amazônia, efeitos socioterritoriais e resistências dos povos tradicionais, territórios tradicionais, territorialidades.

JONDISON CARDOSO RODRIGUES, Universidade Federal do Pará (UFPA)

Possui formação interdisciplinar. É Licenciado em Ciências Naturais (2007/UFPA), Especialista em Educação Ambiental e Uso Sustentável dos Recursos Naturais (2009/UFPA), Mestre em Ciências Ambientais (2012/UFPA), Doutor em Desenvolvimento Socioambiental (2018/UFPA) e Pós-Doutor em Desenvolvimento Regional (UNIFAP/2020). Atualmente Pós-Doutorando em Geografia pela UFPA/PPGEO. Tem experiência: na área de Educação Ambiental e Uso Sustentável de Recursos Naturais; planejamento e sustentabilidade ambiental; conflitos socioambientais; políticas públicas territoriais. Hoje atuando principalmente: Estado, políticas públicas, investimentos infraestruturais e portos (criticamente), desenvolvimento regional, politicas territoriais, grandes projetos na Amazônia (hidrovias, mineração, ferrovias e hidrelétricas), resistências sociais e efeitos socioterritoriais (desigualdades e vulnerabilidades). Além da territorialização do agronegócio, fluidez territorial de commodities agrícolas (soja e milho) e os conflitos/conflitualidades no Corredor Norte/Br-163. 

JOSÉ SOBREIRO FILHO, Universidade de Brasília (UNB)

Possui Graduação em Geografia (licenciatura e bacharelado), Mestrado e Doutorado pela UNESP - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Professor do Programa de Pós-graduação em Geografia da UFPA e do Programa de Pós-Graduação em Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial na América Latina e Caribe do Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais da UNESP.

Publicado
2022-06-03
Seção
Artigos