O sentido de habitar os espaços urbanos a partir da experiência corporificada
Resumo
De maneira geral, compreende-se que habitar é uma noção polissêmica, constituída por um conjunto de ações relacionadas às diversas atividades cotidianas. Partimos da noção de que o sentido de habitar é inerente aos seres-no-mundo, sendo modos de “ser” no “mundo”. Espaços urbanos, em continuidade à arquitetura, por serem dotados de identidade, memória e significados, permitem-nos adquirir um sentido existencial de domicílio, constituindo-se no seu habitar, o ser-do-homem. O objetivo deste paper – parte da pesquisa “Corpo, memória e espaço urbano” – é apresentar um ensaio sobre o sentido de habitar os espaços urbanos, embasada na perspectiva fenomenológica da experiência corporificada. A metodologia empregada abarca uma revisão teórica fundamentada na Fenomenologia, nos campos da Filosofia, Arquitetura e Urbanismo, Geografia Humanista e Biologia da Cognição, com ênfase no tema central habitar. Por fim, pretende-se contribuir na discussão sobre o habitar na contemporaneidade, buscando interfaces possíveis nas relações sensíveis entre corpo, memória e espaço urbano.
Palavras-chave: Fenomenologia; habitar; corporeidade; memória; espaço urbano.
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Estudos Geográficos: Revista Eletrônica de Geografia, Rio Claro, SP, Brasil - eISSN: 1678—698X está licenciada sob Licença Creative Commons