O que os corpos revelam?
Resumo
Condizente com pressupostos ligados às viradas relacional e afetiva, a problemática incitadora do ensaio – o que os corpos revelam? – desnuda a importância da (inter)corporeidade para as pesquisas mais-que-representacionais. Essa dinamogenia é explorada entremeio aos desdobramentos afetivos e performáticos que pautam as tessituras geográficas dos arranjos relacionais heterogêneos. Nesse sentido, almeja-se desnudar os horizontes epistemológicos acerca da centralidade (inter)corporificada por meio das lentes das distintas abordagens, iniciando na fenomenologia e se direcionando para as teorias dos afetos, de modo a elucidar suas potências, vulnerabilidades e entrelaçamentos mais-que-humanos. Para tanto, levantam-se questões referentes às junções entre corpos e espacialidades em articulação às situacionalidades dos corpos humanos e não-humanos. Estes são tomados como elementos reveladores de acúmulos de espaços-tempos angulados e multifacetados. Conclui-se que o desvelamento das dinâmicas inter e transcorporificadas coadunam para a explicitação das confluências mais-que-humanas, mais-que-representacionais e mais-que-extensivas da realidade geográfica.
Palavras-chave: Corporeidade; intercorporeidade; geografias mais-que-representacionais; afeto.
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Estudos Geográficos: Revista Eletrônica de Geografia, Rio Claro, SP, Brasil - eISSN: 1678—698X está licenciada sob Licença Creative Commons