Tecendo “sensibilidades de mundo” contra-hegemônicas:
“re-existindo” ao projeto civilizatório moderno ocidental perante a emergência climática
Resumo
O projeto civilizatório Moderno Ocidental tem entre seus alicerces a cisão natureza-cultura, que se consolidou e expandiu globalmente, sendo a emergência climática que testemunhamos um de seus mais graves desdobramentos. Diante disso, este artigo propõe-se a responder à seguinte questão: Que outros “habitares” e “sensibilidades” de mundo apontariam caminhos contra hegemônicos a esse malsucedido empreendimento? Então, buscou-se articular núcleos de “reexistência” que formassem um “tecido” alinhado com o “desprendimento” das ontologias/epistemologias dominantes. Assim, identificou-se concepções relevantes quanto aos pressupostos definidos, nomeadamente: os “fazeres-saberes-seres” de povos originários e comunidades “tradicionais”; a fenomenologia; os estudos das relações entre humanos e mais que humanos; o movimento na antropologia conhecido como “virada ontológica”; e os estudos decoloniais. Portanto, dessas concepções de mundo ou “linhas vitais” identificadas, produziu-se uma trama desses múltiplos fios, a qual inspira outros “habitares no mundo” frente aos contemporaneamente dominantes, oferecendo potenciais alternativas ao atual processo de agravamento da crise ambiental.
Palavras-chave: natureza-cultura; emergência climática; sensibilidades de mundo; habitares alternativos; contra-hegemonia.
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Estudos Geográficos: Revista Eletrônica de Geografia, Rio Claro, SP, Brasil - eISSN: 1678—698X está licenciada sob Licença Creative Commons