A fotopoética como práxis na educação geográfica:
reflexões sobre lugar, currículo-vivo e geograficidade
Resumo
Habitar poeticamente um lugar instiga uma abordagem de currículo por meio da geografia fenomenológica, fazendo emergir as pedagogias de lugar: os modos como somos tocados pelos currículos vividos no lugar. Retomamos o sentido etimológico de currículo como currere, que nos remete a um caminho a ser trilhado. Caminhar, portanto, torna-se um modo de viver currículos, atravessando e sendo atravessados por lugares e paisagens — um currere integrado e relacional que une céu, terra, deuses e mortais, conforme a quadratura heideggeriana. Nesse meandro, a fotopoética surge como um pensar meditativo, permitindo-nos habitar poeticamente a experiência geográfica, demorando-nos sobre os sentidos que emergem das coisas. Enquanto práxis, a fotopoética é situacional e emergente, não se configurando como uma representação de mundo, ao contrário dos currículos prescritos. Ela não é um método de ensino ou uma inovação didática, mas uma abertura para que os sentidos geográficos de lugar e paisagem possam emergir no habitar poético, provocando a reflexão. Por isso, a fotopoética se apresenta como práxis, educação e transformação.
Palavras-chave: Fenomenologia; Geografia; Educação; Currículo.
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Estudos Geográficos: Revista Eletrônica de Geografia, Rio Claro, SP, Brasil - eISSN: 1678—698X está licenciada sob Licença Creative Commons