A fotopoética como práxis na educação geográfica:

reflexões sobre lugar, currículo-vivo e geograficidade

Autores

Resumo

Habitar poeticamente um lugar instiga uma abordagem de currículo por meio da geografia fenomenológica, fazendo emergir as pedagogias de lugar: os modos como somos tocados pelos currículos vividos no lugar. Retomamos o sentido etimológico de currículo como currere, que nos remete a um caminho a ser trilhado. Caminhar, portanto, torna-se um modo de viver currículos, atravessando e sendo atravessados por lugares e paisagens — um currere integrado e relacional que une céu, terra, deuses e mortais, conforme a quadratura heideggeriana. Nesse meandro, a fotopoética surge como um pensar meditativo, permitindo-nos habitar poeticamente a experiência geográfica, demorando-nos sobre os sentidos que emergem das coisas. Enquanto práxis, a fotopoética é situacional e emergente, não se configurando como uma representação de mundo, ao contrário dos currículos prescritos. Ela não é um método de ensino ou uma inovação didática, mas uma abertura para que os sentidos geográficos de lugar e paisagem possam emergir no habitar poético, provocando a reflexão. Por isso, a fotopoética se apresenta como práxis, educação e transformação.

Palavras-chave: Fenomenologia; Geografia; Educação; Currículo.



Biografia do Autor

Felipe Costa Aguiar, Universidade Estadual de Londrina

Doutorando em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO-UEL) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Membro do grupo de pesquisa Fenomenologia, Geografia & Educação, Geografia Humanista Cultural (GHUM) e NOMEAR - Fenomenologia e Geografia.

Jeani Moura, Universidade Estadual de Londrina

Doutora em Geografia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e Docente do Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO-UEL) e do Departamento de Geografia (DGEO) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Líder do grupo de pesquisa Fenomenologia, Geografia & Educação.

Ellyn Lyle, Universidade de Cape Breton

Doutora em Educação e reitora da Escola de Educação e Saúde da Universidade de Cape Breton (CBU). Vive de forma reflexiva e relacional, convidando ao diálogo sobre como nossos modos de engajamento com o mundo podem promover possibilidades de re/humanização na educação.

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Publicado

2025-12-15