PETROGRAFIA,QUÍMICA MINERAL E GEOTERMOBAROMETRIA DE RETROECLOGITO NO GRUPO ARAXÁ NA REGIÃO DA ZONA DE CISALHAMENTO VARGINHA, SUDOESTE DE MINAS GERAIS

  • Thaís Güitzlaf LEME Pós-Graduação em Geociências e Meio Ambiente, Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Departamento de Petrologia e Metalogenia, Universidade Estadual Paulista, Campus de Rio Claro.
  • Guillermo Rafael Beltran NAVARRO Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Departamento de Petrologia e Metalogenia, Universidade Estadual Paulista, Campus de Rio Claro
  • Antenor ZANARDO Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Departamento de Petrologia e Metalogenia, Universidade Estadual Paulista, Campus de Rio Claro
  • Cibele Carolina MONTIBELLER

Resumo

A área de estudo está situada no sudoeste do estado de Minas Gerais, nas proximidades do distrito de Santa Cruz do Prata, região da Zona de Cisalhamento Varginha. Esta região situa-se em uma zona com blocos crustais amalgamados durante a orogênese brasiliana no Neoproterozoico (Zona de Sutura de Alterosa), constituída por litotipos atribuídos ao Grupo Araxá. Nessa região, o Grupo Araxá é composto por metassedimentos pelíticos a psamo-pelíticos com intercalações de ortognaisses e de rochas metamáficas e metaultramáficas. Intercalado nos metassedimentos pelíticos nesta porção do Grupo Araxá, foram descritas ocorrências de rochas metamáficas de alta pressão (HP), com texturas simplectíticas e coroníticas interpretadas como retroeclogitos. Neste trabalho são apresentados dados petrográficos, de química mineral e geotermobarométricos da ocorrência de retroeclogito. Os resultados de geotermobarometria por elementos traço (Zr-em-rutilo e Ti-em-quartzo) indicam condições de reequilíbrio metamórfico em fácies eclogito, com temperatura de 763ºC e pressão de 14,4 kbar. As condições de reequilíbrio em fácies anfibolito superior, calculadas pelo software THERMOCALC, são de 12,5 ±0,8 kbar e 799 ±37 ºC. Os dados texturais e mineralógicos, associados aos dados de geotermobarometria, sugerem trajetória P-T-t horária associada a descompressão quase isotérmica. Os resultados são compatíveis com zonas de colisão continental com espessamento crustal.

Publicado
2019-08-19