ESTRATIGRAFIA E EVOLUÇÃO DE UM ESPORÃO ARENOSO EM AMBIENTE MACROMARÉ: PONTA DA AREIA - SÃO LUÍS - MARANHÃO - BRASIL

Sand spit stratigraphy and evolution in macrotidal environment: Ponta da Areia, São Luis - Maranhão - Brazil

  • Leonardo Gonçalves de LIMA Departamento de Oceanografia e Limnologia, Universidade Federal do Maranhão-UFMA
  • Saulo Santiago de ALBUQUERQUE Programa de Pós-Graduação em Oceanografia-UFMA
  • Gabriel Silva CERVEIRA Programa de Pós-Graduação em Oceanografia-UFMA
  • Cláudia Klose PARISE Departamento de Oceanografia e Limnologia, Universidade Federal do Maranhão - UFMA
  • Matheus Seguins FERREIRA Curso de Graduação de Oceanografia - UFMA
  • Brunno Jansen FRANCO Curso de Graduação de Oceanografia - UFMA

Resumo

Na Ilha do Maranhão os sistemas de barreiras costeiras podem ser divididos em dois morfotipos principais: (i) Barreiras de Praias Anexadas, que se caracterizam por uma praia anexada transversalmente a topografia antecedente exibindo um gradiente íngreme onde há perda contínua de areia na costa erodida; e (ii) Barreiras de Esporões Arenosos ligadas a Cabeços de Promontórios, que se caracterizam por um sistema laguna-barreira-esporão ancorado longitudinalmente à topografia antecedente. Este último morfotipo origina-se de um amplo transporte de sedimentos via deriva litorânea, cujo prolongamento é geralmente interrompido pelo efeito espigão hidráulico, junto a elevados prismas de maré nas desembocaduras fluviais. O presente estudo utiliza-se de sondagens do tipo percussão e vibrocore para recuperação do registro sedimentar, o qual é descrito quanto à sua compactação, textura, estruturas e fácies sedimentares. Os resultados obtidos demonstram a natureza estratigráfica da barreira costeira na Praia da Ponta da Areia como uma sequência retrogradacional caracterizada pela migração em direção ao continente de um esporão arenoso. A datação radiométrica de sedimentos lagunares aflorantes na praia atestou a idade de 7.240±30 anos AP indicando que neste tempo, este sistema laguna-barreira-esporão estendia-se mar adentro. Recentemente a construção de um espigão costeiro alterou esta natureza estratigráfica, passando a comportar um sistema progradacional nas imediações do espigão, onde ambientes distais (antepraia) são sotopostos por ambientes proximais (foreshore).

Biografia do Autor

Leonardo Gonçalves de LIMA, Departamento de Oceanografia e Limnologia, Universidade Federal do Maranhão-UFMA

Leonardo Gonçalves de Lima é graduado em Oceanografia pela Universidade Federal do Rio Grande (2004), área de concentração em Gerenciamento Costeiro, mestre em Geociências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2008), área de concentração em Geologia Marinha e doutor em Geociências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2012), área de concentração em Geologia Marinha. Tem experiência nos temas: 1) Oceanografia Geológica/Geologia Marinha - instrumentação, aquisição e interpretação de dados como sedimentologia, geofísica, batimetria, sondagens geológicas e geotécnicas. 2) Estratigrafia - Ambientes deposicionais clásticos costeiros. 3) Bioestratigrafia - paleoecologia e paleoambiente do Quaternário costeiro. 4) c. 5) Geocronologia - datações radiocarbono. Atualmente é professor adjunto no Departamento de Oceanografia e Limnologia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e docente/pesquisador permanente do Programa de Pós-Graduação em Oceanografia da UFMA (PPGOceano), atuando na linha de pesquisa de Dinâmica de Ambientes Costeiros e Oceânicos.

Saulo Santiago de ALBUQUERQUE, Programa de Pós-Graduação em Oceanografia-UFMA

Universidade Federal do Maranhão-UFMA

Programa de Pós-Graduação em Oceanografia

Gabriel Silva CERVEIRA, Programa de Pós-Graduação em Oceanografia-UFMA

Universidade Federal do Maranhão-UFMA

Programa de Pós-Graduação em Oceanografia

Publicado
2020-12-19