ARQUITETURA E EVOLUÇÃO DEPOSICIONAL DA SUCESSÃO SEDIMENTAR PLEISTOCENO TARDIO-HOLOCENO (ÚLTIMOS ~20 Ka) DA BAÍA DE SEPETIBA (RJ)

Architecture and Depositional Evolution of the Latest Pleistocene-Holocene (last ~20ky) Sedimentary Succession of Sepetiba Bay (RJ)

  • Antonio Tadeu dos REIS Faculdade de Oceanografia (FAOC), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).
  • Guilherme AMENDOLA Pós-Graduação em Oceanografia (PPG-OCN/UERJ)
  • Tatiana Pinheiro DADALTO Pós-Graduação em Dinâmica da Terra e dos Oceanos (DOT/UFF) e Instituto de Humanidades, Artes e Ciências, Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Campus Sosígenes Costa (IHAC/CSC)
  • Cleverson Guizan SILVA Departamento de Geologia (LAGEMAR), Universidade Federal Fluminense (UFF).
  • Raiane TARDIN POÇO Pós-Graduação em Dinâmica da Terra e dos Oceanos (DOT/UFF)
  • Josefa Varela GUERRA Faculdade de Oceanografia (FAOC), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).
  • Virginia MARTINS Faculdade de Geologia (FGEL), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e Universidade de Aveiro, GeoBioTec, Departamento de Geociências, Campus de Santiago, 3810-193 Aveiro, Portugal.
  • Renata Rebouças CARDIA Faculdade de Oceanografia (FAOC), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).
  • Christian GORINI Institut des Sciences de la Terre de Paris (iSTeP), Sorbonne Université
  • Marina RABINEAU Institut Universitaire Européen de la Mer (IUEM), Université de Bretagne Occidentale (UBO). Domaines Océaniques (UMR 6538),

Resumo

A baía de Sepetiba, localizada na costa oeste fluminense, consiste de um embaiamento onde predominam condições estuarinas com contato limitado ao oceano aberto, devido à presença da restinga da Marambaia - uma ilha-barreira de ~40 km de comprimento. O presente estudo visa o detalhamento da evolução estratigráfica do preenchimento sedimentar da baía, baseado na análise de ~ 800 km de linhas sísmicas de alta resolução, correlacionada a dados de datação de horizonte sísmico na plataforma continental (14C AMS) e de estágios de evolução da restinga da Marambaia (14C AMS/LOE). A integração dos resultados revelou a existência das unidades U2-U5 - uma sucessão sedimentar transgressiva e de mar alto de até ~30 m de espessura, que testemunha a implantação de um sistema estuarino aberto na região em direta conexão com o mar (deposição de U2), que evoluiu para condições estuarinas progressivamente mais isoladas (deposição das unidades U3 e U4) até atingir uma configuração de ambiente estuarino de baixa energia sem conexão direta com o mar (deposição da unidade U5), similar às condições do sistema deposicional atual. Os diferentes ambientes estuarinos, revelados pela fácies sísmicas das unidades U2-U5, estão diretamente correlacionados às diferentes fases de construção e/ou fechamento da restinga da Marambaia.

Palavras-chave: Deposição transgressiva; Paleosistema estuarino; Transgressão Pleistoceno Tardio-Holoceno.

Publicado
2020-09-29