ANÁLISE ESTRATIGRÁFICA E POTENCIAIS HORIZONTES GERADORES DE HIDROCARBONETOS EM UMA SEÇÃO DEVONIANA NA BORDA SUDOESTE DA BACIA DO PARNAÍBA, TOCANTINS, BRASIL

Stratigraphic framework and potential hydrocarbon-generating horizons at Devonian section from the Southwestern boundary, Parnaíba Basin, Tocantins, Brazil

  • Raissa da Silva LESSA PPGG - Programa de Pós-Graduação em Geociências, Faculdade de Geologia, UERJ
  • Sergio BERGAMASCHI DEPA - Departamento de Estratigrafia e Paleontologia, Faculdade de Geologia, UERJ
  • Renê RODRIGUES DEPA - Departamento de Estratigrafia e Paleontologia, Faculdade de Geologia, UERJ
  • Heloisa Moure MONTEIRO DEPA - Departamento de Estratigrafia e Paleontologia, Faculdade de Geologia, UERJ
  • Lucas Pinto Heckert BASTOS Pesquisadora Visitante - PRH14.1, Instituto de Geociências, UFRGS
  • Loren Pinto MARTINS LGQM - Laboratório de Estratigrafia Química e Geoquímica Orgânica, Faculdade de Geologia, UERJ
  • Carmen Lucia Ferreira ALFERES LGQM - Laboratório de Estratigrafia Química e Geoquímica Orgânica, Faculdade de Geologia, UERJ
  • Egberto PEREIRA DEPA - Departamento de Estratigrafia e Paleontologia, Faculdade de Geologia, UERJ

Resumo

A Bacia do Parnaíba está localizada, parcialmente, em três regiões do território brasileiro - norte, nordeste e centro-oeste -, que inclui parte dos estados do Ceará, Piauí, Maranhão, Pará e Tocantins. Adicionalmente, é considerada intracratônica e possui formato arredondado, cobrindo uma área de, aproximadamente, 600.000 km2.  O material desse estudo abrangeu 299 amostras pertencentes ao poço GASBRAS-2-RS-TO, incluem o topo da Formação Jaicós e seções delgadas das Formações Itaim e Pimenteiras. A Formação Itaim é composta, primordialmente, por arenitos finos a médio, raramente grossos, e, subordinadamente, folhelhos em subsuperfície. Já a Formação Pimenteiras consiste, predominantemente, em folhelhos cinza escuros a pretos, podendo ocorrer intercalados com camadas de siltitos a arenitos. No testemunho estudado foi possível realizar a caracterização quimioestratigráfica da Formação Itaim com suporte de dados provenientes de análises geoquímicas (COT e Pirólise). Além de localizar dentro da Formação Pimenteiras os folhelhos radioativos, conhecidos como, A, B e C, já descritos na literatura. A última Formação possui intervalos potencialmente geradores de hidrocarbonetos e de interesse para exploração, uma vez que os Folhelhos supracitados B e C atingiram, respectivamente, cerca de 17 m e 38 m de espessura, com COT médio de 2,29% e 2,38%.

Publicado
2022-05-25