MORFODINÂMICA DA PRAIA DA PONTA DA AREIA: CONSIDERAÇÕES SOBRE A CONSTRUÇÃO DE UM ESPIGÃO COSTEIRO EM AMBIENTE DE MACROMARÉ

Morphodynamics of Ponta da Areia Beach: Considerations on the Construction of a Coastal Groin in a Macrotidal Environment

  • Leonardo Gonçalves de LIMA Universidade Federal do Maranhão-UFMA
  • Matheus Seguins FERREIRA UFMA - Universidade Federal do Maranhão - Programa de Graduação em Oceanografia e Limnologia
  • Brunno Jansen FRANCO UERJ - Universidade do Estado do Rio De Janeiro - Programa de PósGraduação em Oceanografia
  • Claudia Klose PARISE UFMA - Universidade Federal do Maranhão - Departamento de Oceanografia e Limnologia
  • Jorge Hamilton Souza dos SANTOS UFMA - Universidade Federal do Maranhão DGEO - Departamento de Geociências

Resumo

A praia da Ponta da Areia, localizada na orla oceânica do município de São Luís - Maranhão, é dominada por um regime de macromaré cuja altura alcança 7,5 m (amplitude de 3,75 m) e ondas de 1,5 m. Esta praia, cujo nome deve-se a sua origem e evolução sobre um esporão arenoso (spit) que se prolonga na direção W-SW carregado pela deriva litorânea de sedimentos, está sujeita, como tantas outras praias no litoral norte brasileiro, a processos erosivos costeiros. Em 2011 teve início, e em 2014 o término da construção de um espigão costeiro na praia da Ponta da Areia com o objetivo de conter a erosão costeira. O presente estudo é uma avaliação do comportamento morfodinâmico da praia pós-espigão durante 12 meses nos anos de 2015 e 2016. Para tal foram monitorados mensalmente quatro transectos através da realização de perfis topográficos nos compartimentos litorâneos de entorno do espigão (Setores 1, 2, 3 e 4). Os resultados mostraram que a maior retenção de sedimentos (acresção) ocorreu no setor 3 imediatamente a montante do espigão. Neste setor a linha de costa encontra-se progradante, ou seja, a cada ciclo de maré a praia avança em direção ao centro da Baia de São Marcos. Neste setor, ocorre também o desenvolvimento de um campo de dunas livres e vegetadas, demonstrando que o aumento da praia está propiciando uma maior pista de vento, ampliando o transporte eólico pontualmente neste setor. Os setores oceânicos que se encontram mais distantes da zona de atuação do espigão alternaram-se sazonalmente, demonstrando ainda certa instabilidade do litoral, mostrando que o espigão costeiro vem amenizando pontualmente os processos erosivos atuantes na Praia da Ponta da Areia.

Biografia do Autor

Leonardo Gonçalves de LIMA, Universidade Federal do Maranhão-UFMA

Leonardo Gonçalves de Lima é graduado em Oceanografia pela Universidade Federal do Rio Grande (2004), área de concentração em Gerenciamento Costeiro, mestre em Geociências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2008), área de concentração em Geologia Marinha e doutor em Geociências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2012), área de concentração em Geologia Marinha. Tem experiência nos temas: 1) Oceanografia Geológica/Geologia Marinha - instrumentação, aquisição e interpretação de dados como sedimentologia, geofísica, batimetria, sondagens geológicas e geotécnicas. 2) Estratigrafia - Ambientes deposicionais clásticos costeiros. 3) Bioestratigrafia - paleoecologia e paleoambiente do Quaternário costeiro. 4) Paleontologia - paleoecologia de icnofósseis de vertebrados. 5) Geocronologia - datações radiocarbono. Atualmente é professor adjunto no Departamento de Oceanografia e Limnologia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e docente/pesquisador permanente do Programa de Pós-Graduação em Oceanografia da UFMA (PPGOceano), atuando na linha de pesquisa de Dinâmica de Ambientes Costeiros e Oceânicos.

Matheus Seguins FERREIRA, UFMA - Universidade Federal do Maranhão - Programa de Graduação em Oceanografia e Limnologia

Universidade Federal do Maranhão - Programa de Graduação em Oceanografia e Limnologia.

Brunno Jansen FRANCO, UERJ - Universidade do Estado do Rio De Janeiro - Programa de PósGraduação em Oceanografia

Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Programa de Pós-Graduação em Oceanografia.

Avenida Marechal Rondon, 381, São Francisco Xavier, Rio de Janeiro – RJ

Claudia Klose PARISE, UFMA - Universidade Federal do Maranhão - Departamento de Oceanografia e Limnologia

Universidade Federal do Maranhão. Departamento de Geociências.

Avenida dos Portugueses, 1966 - Vila Bacanga, São Luís – MA.

Jorge Hamilton Souza dos SANTOS, UFMA - Universidade Federal do Maranhão DGEO - Departamento de Geociências

Universidade Federal do Maranhão. Departamento de Geociências.

Avenida dos Portugueses, 1966 - Vila Bacanga, São Luís – MA.

Publicado
2022-10-17