ESTIMATIVA DO ESCOAMENTO SUPERFICIAL RÁPIDO E SUA CARGA EM SUSPENSÃO COM A APLICAÇÃO DO MODELO DE SEPARAÇÃO DE HIDROGRAMAS COM FILTROS NUMÉRICOS: BACIA DO RIO SOROCABA - SP

Autores

  • Alexandre Martins FERNANDES Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA)/USP
  • Murilo Basso NOLASCO Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA)/USP
  • Jefferson MORTATTI Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA)/USP

Palavras-chave:

hidrologia, escoamento superficial rápido, bacia de drenagem, material particulado em suspensão

Resumo

O escoamento fluvial total de uma bacia de drenagem, considerando um modelo de dois reservatórios, pode ser entendido como a soma do escoamento superficial rápido com o escoamento de base ou subterrâneo, estando o primeiro relacionado diretamente com a recarga pluvial e responsável direto pelo dinamismo da erosão mecânica em bacias de drenagem. Dada a importância do rio Sorocaba como manancial de abastecimento de água para cerca de 1.000.000 habitantes, este trabalho teve por objetivo estimar o escoamento superficial rápido, com ênfase na separação do escoamento total num modelo de dois componentes, com o emprego de filtros numéricos auto-recursivos de 1ª ordem, para o período de 1984 a 2008, em termos de variabilidade temporal e carga de material particulado transportado fluvialmente. O conhecimento do componente escoamento superficial rápido do rio Sorocaba nos últimos 25 anos forneceu subsídios para uma melhor avaliação e entendimento dos processos erosivos predominantes na bacia de drenagem e suas conseqüências aos corpos de água. Esta componente representou 38,04% do escoamento total médio anual e sua variabilidade se mostrou diretamente associada ao regime de precipitação, com uma carga estimada de material particulado transportado no período chuvoso 10 vezes superior à observada no período seco. Palavras-chave: hidrologia, escoamento superficial rápido, bacia de drenagem, material particulado em suspensão

Biografia do Autor

Alexandre Martins FERNANDES, Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA)/USP

Possui graduação em Comunicação Social pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (1989), graduação em Gestão Ambiental pela Escola Superior de Agricultura ´Luiz de Queiroz´ (2005) e mestrado em Ciências pela UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO- CENA (2008). Atualmente é aluno de doutorado do Programa de Pós Graduação em Ciências do CENA/USP e atua como professor visitante em cursos de especialização Lato sensu ministranto disciplinas voltadas à área de meio ambiente. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em HIDROGEOQUÍMICA, atuando principalmente nos seguintes temas: rio tietê, rio piracicaba, rio sorocaba, avaliação ambiental e sustentabilidade.

Murilo Basso NOLASCO, Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA)/USP

Preparo de amostras para análise quantitativa e qualitativa de diversas espécies quimicas e determinação isotópica para elementos leves por espectrometria de massas por impacto de elétrons. Medidas dos parâmetros físico-quimicos da água em diferentes projetos, como também, a realização de diversas análises químicas em amostras fluviais e pluviais. Principios e conceitos básicos de cromatografia de troca iônica. Avalição da biodisponibilidade de metais pesados em sedimentos de fundo, (AVS).

Jefferson MORTATTI, Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA)/USP

Possui graduação em Fisica pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1978), mestrado em Ciências (Energia Nuclear na Agricultura) pela Universidade de São Paulo (1981) e doutorado em Agronomia (Solos e Nutrição de Plantas) pela Universidade de São Paulo (1986). Atualmente é professor associado - MS 5 da Universidade de São Paulo. Lotado no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA/USP) desde 1982 onde desenvolve pesquisa com ênfase em aplicações de isótopos estáveis como traçadores em estudos ambientais, atuando principalmente em hidrogeoquímica de bacias hidrográficas em grandes rios do mundo e modelação de microbacias naturais e reflorestadas. Trabalha em estudos de poluição fluvial urbana e aportes atmosféricos, principalmente os relacionados com os rios Tietê e Piracicaba. Tema de destaque em seu trabalho é o uso de bacias de drenagem como unidade de estudo multidisciplinar, principalmente focados no balanço global da erosão. Ministra cursos de graduação e pós-graduação na USP.

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Publicado

2010-08-27

Edição

Seção

Artigos