ANÁLISE FRACTAL DA DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS CHUVAS NO ESTADO DE SÃO PAULO

Autores

  • Anderson Luís Hebling CHRISTOFOLETTI UNESP
  • Alberto PEREIRA JUNIOR UNESP

Resumo

A Geometria dos Fractais, desenvolvida inicialmente pelo matemático Benoit Mandelbrot a partir dos anos 60, trouxe contribuições para a análise de estruturas complexas existentes na natureza, não explicáveis pela tradicional Geometria Euclidiana por não possuírem dimensões bem definidas e quantificáveis. Assim, foi criado um número para representar dimensões intermediárias entre as bem conhecidas da Geometria Euclidiana: ele é a dimensão fractal, que mede o grau de aspereza, fragmentação ou de irregularidade de um objeto. A medição da precipitação pode ser feita em diversos segmentos temporais, os quais compõem estruturas e representam objetos que podem ser analisados pela abordagem fractal. Seguindo esta premissa, foi realizada neste trabalho, para o Estado de São Paulo, uma análise espacial das chuvas por meio da construção de mapas da dimensão fractal pluviométrica e o estabelecimento de relações com a tentativa de classificação climática para esta mesma área elaborada por Monteiro (1973). A dimensão fractal pluviométrica mostrou-se compatível com o índice de participação das massas de ar, podendo ser um indicador numérico coerente com o ritmo pluviométrico de um lugar. Palavras-chave: Geometria dos Fractais, dimensão fractal pluviométrica, ritmo pluviométrico.

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Publicado

2008-04-15

Como Citar

CHRISTOFOLETTI, Anderson Luís Hebling; PEREIRA JUNIOR, Alberto. ANÁLISE FRACTAL DA DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS CHUVAS NO ESTADO DE SÃO PAULO. Geografia, [S. l.], v. 28, n. 1, p. 97–133, 2008. Disponível em: https://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/ageteo/article/view/1091. Acesso em: 31 jan. 2026.

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