PADRÃO DA PAISAGEM ASSOCIADO AO USO E COBERTURA DA TERRA EM COMUNIDADES RIBEIRINHAS E DE TERRA FIRME SITUADAS NO SUDOESTE DO PARÁ

Autores

  • Anielli Rosane de SOUZA INPE
  • Maria Isabel Sobral ESCADA Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
  • Antônio Miguel Vieira MONTEIRO INPE

DOI:

https://doi.org/10.5016/geografia.v42i2.13076

Resumo

O presente artigo faz uma análise de padrões de paisagem associados ao uso e cobertura da terra de ·áreas no entorno de comunidades ribeirinhas e de terra firme da região sudoeste do Pará, com indicadores na escala da paisagem que medem a intensificação do uso da terra e a diversidade da paisagem. Esses indicadores foram utilizados conjuntamente com dados obtidos em levantamentos de campo, relativos à produção agropecuária e extrativista, possibilitando caracterizar o padrão da paisagem e o potencial econômico associado às atividades de uso e cobertura da terra, além de inferir por meio da análise de padrões da paisagem e de dados da produção, a possibilidade de inserção das comunidades em Arranjos Produtivos Locais, em cadeias econômicas constituídas ou a se constituir. Para a geração desses indicadores foram considerados modelos teóricos sobre intensificação, o uso de métrica de diversidade da paisagem, além de dados de uso e cobertura da terra do TerraClass-2012, contidos no espaço celular de [8x8] km, integrados a partir de técnicas de geoprocessamento. Os indicadores apontaram que a intensificação na região está em curso e a paisagem não foi totalmente incorporada pelo agronegócio, nem dominada por uma única classe de cobertura da terra. Embora, as ·áreas de agricultura anual (agronegócio) nas proximidades de Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos, sejam mais intensificadas do que as de áreas de agricultura familiar, observou-se que elas também têm os maiores Índices de diversidade. Essa aparente contradição se dá porque a região ainda compartilha o espaço, onde se estabeleceu a produção de grãos, com a agricultura familiar e a pecuária. Porém, com o avanço do agronegócio na região, a partir da implantação de novos projetos e logísticas de transporte a tendência é de que novas áreas sejam incorporadas, implicando em uma significativa redução da diversidade da paisagem, especialmente se considerarmos o Estado do Mato Grosso como referência, onde há alta concentração de terras e grande pressão sobre as terras dos pequenos produtores rurais. Essa redução implica na diminuição de alternativas econômicas e de subsistência para a população local inserida nessas regiões, resultando em uma paisagem com baixo potencial econômico, seja para geração de renda, ou para criação de condições para subsistência

Biografia do Autor

Maria Isabel Sobral ESCADA, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

Ecóloga com mestrado e doutorado em sensoriamento remoto. Vinculo empregaticio no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, na Divisão de Processamento de Imagens, trabalha com padrões e processos de mudanças de uso e cobertura da terra na Amazônia.

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Publicado

2018-03-01

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