STATUS SÓCIO-ECONÔMICO E CENTRALIDADE: UMA INTERPRETAÇÃO

Autores

  • Roberto Lobato CORRÊA

Resumo

O trabalho apresenta um modelo de sistema de localidades centrais que mostra o efeito de diferenças de consumo por parte da população. Apesar de haver uma única rede de localidades centrais servindo a uma região, entretanto, para efeito analítico, essa rede pode ser desdobrada em dois planos. No plano superior está a rede hierarquizada de centros servindo à população de alto e médio status sócio-econômico, que tem condições de consumir os bens e serviços oferecidos regionalmente, dispondo de mobilidade espacial. Esse grupo de população utiliza a hierarquia urbana; por outro lado a hierarquia urbana existe em função dessa população. No plano inferior aparece o mesmo conjunto de localidades centrais servindo à população de baixo status sócio-econômico; os centros atuam apenas como centros locais, desde que essa população tem condições de consumir apenas bens e serviços oferecidos localmente, de consumo mais freqüente, mais baratos e de maior necessidade. Essa população não participa da hierarquia urbana; para ela os centros atuam apenas como centros locais.

Biografia do Autor

Roberto Lobato CORRÊA

Departamento de Geografia da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Rio de Janeiro.

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Publicado

2020-03-31

Como Citar

CORRÊA, Roberto Lobato. STATUS SÓCIO-ECONÔMICO E CENTRALIDADE: UMA INTERPRETAÇÃO. Geografia, [S. l.], v. 2, n. 3, p. 51–59, 2020. Disponível em: https://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/ageteo/article/view/14897. Acesso em: 4 fev. 2026.

Edição

Seção

Artigos