A PRIVATIZAÇÃO DA EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS: ATUALIZANDO O DEBATE PROMOVIDO NAS DÉCADAS DE 1990, 2000 E 2010

Resumo

Desde os anos 1990, o debate sobre a privatização dos serviços de utilidade pública vem ganhando força no Brasil, seja por pressão política interna ou externa, seja como pelo interesse de agentes privados. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) é a maior prestadora de serviços logísticos do país, e vem sendo pauta dos programas de privatizações promovidos por grande parte dos governos nos últimos trinta anos. A argumentação sobre a necessidade de privatizar a empresa mescla-se em argumentos de cunho econômico, administrativo, político e ideológico, que, de acordo com a conjuntura política e econômica brasileira, ganham mais ou menos força. Diante disso, o objetivo deste artigo é atualizar a discussão sobre a privatização da ECT, evidenciando seus conflitos políticos, interesses econômicos e os aspectos ideológicos das narrativas que avançam rumo à privatização da estatal brasileira de serviços logísticos. Além disso, buscamos ressaltar o papel social da ECT no território brasileiro, tendo como recorte temporal enfático as décadas de 1990, 2000 e 2010, pois é quando, de fato, iniciam-se as discussões sobre privatizar a empresa.

Biografia do Autor

Wander Luis de Melo Cruz, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Wander Luis de Melo Cruz é graduado em Geografia pela da Universidade Estadual Paulista (UNESP) Campus de Ourinhos (SP) (2013). Mestre e Doutor em Geografia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) (2016; 2021), ambas titulações na Área de concentração Desenvolvimento Regional e Urbano, na Linha de pesquisa: Redes, Organização Territorial e Políticas Públicas, no qual foi bolsista do CNPq (2014-2016) e da CAPES (2016-2020). Foi colaborador do projeto "Educação no trânsito", do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT).Tem especialidade em Geografia Econômica e Urbana, atuando principalmente nos seguintes temas: Desenvolvimento Regional, Redes Geográficas, Pensamento Geográfico, Estudos sobre Transportes de Cargas, Logística Territorial e Organização do Espaço Geográfico. É professor efetivo da Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina (SED) desde ano de 2018, com ampla experiência prática em Ensino de Geografia, além de grande domínio epistemológico dos conceitos geográficos de Espaço, Território, Rede e Região. É pesquisador dos Grupos Redes e Organização Territorial e Formação Sócio Espacial: Progresso Técnico e Desenvolvimento Econômico (GEOTDE), ambos registrados no Diretório de Grupos de Pesquisa do Brasil (DGP) do CNPq. Parecerista da Revista Geografia (UNESP Rio Claro) e do Caderno Prudentino de Geografia (UNESP Presidente Prudente).

Publicado
2022-03-04
Seção
Artigos