MAPEANDO “LONDRINAS”: IMAGINÁRIO E EXPERIÊNCIA URBANA1

  • Eduardo MARANDOLA UNICAMP - IGE

Resumo

Sob a abstração da cidade, existem infinitas cidades distintas. São as cidades vividas no mundo imediato (experiencial) e mediato (imaginário). Desta maneira, cada pessoa tem sua própria cidade, que é um fragmento da cidade objetiva, configurando-se, enquanto cidade subjetiva, no seu espaço existencial. Mas longe de serem infinitas possibilidades que nada têm a ver uma com a outra, estas “cidades invisíveis”, imaginárias, possuem elos claros que ligam existência e imaginário, indivíduo e coletivo. Uma das formas de acessar este elo é a “busca das coisas mesmas”, procurando o sentido anterior da experiência urbana, ou seja, a forma como a cidade aparece na experiência vivida. Este caminho envolve uma postura fenomenológica de pesquisa de campo, através de encontros e de uma prática de andarilho. Admite-se a fluidez sujeito-objeto, estando na subjetividade da escolha do caminho e do percurso elementos fundamentais no desenrolar da pesquisa e no desvelar do objeto. Neste sentido, através da arqueologia fenomenológica empreendida numa pesquisa qualitativa, buscamos as “Londrinas” vividas por meio de sua descrição, no sentido fenomenológico, como um cartógrafo-geógrafo que procura indícios para desenhar os contornos, cores, profundidade e volume destas cidades imaginárias. O resultado são fragmentos holográficos da cidade que descrevem a existência e a experiência urbana. Palavras-chave: Experiência urbana. Imaginário da cidade. Arqueologia fenomenológica. Trabalho de campo
Publicado
2008-10-16
Seção
Artigos