Potencialidades da Terra Preta de Índio para o uso agrícola no médio rio Urubu, Itacoatiara – Amazonas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5016/geografia.v50i1.19211

Resumo

Na Amazônia brasileira, o rio Urubu, é um típico rio de água preta no Amazonas, onde frequentemente se encontra a presença de solos antrópicos ao longo de suas margens, onde também residem unidades familiares que sobrevivem basicamente do uso agrícola dessas áreas. O objetivo desta pesquisa foi analisar atributos morfológicos, físicos, químicos e as formas de uso de uma Terra Preta de Índio (TPI), localizada na margem esquerda do médio rio Urubu em Itacoatiara, Amazonas. Realizou-se a coleta de informações geográficas para construção de mapas de uso da área, assim como a coleta de amostras de solos, as quais foram analisadas quanto à cor e quanto aos atributos físicos e químicos. Os resultados mostraram pequenas variações na cor da TPI em profundidade, predominando a cor bruno muito escuro. A composição textural foi franco-siltosa, enquanto no solo adjacente predominaram cores mais amarelas e teor de argila acima de 50%. Na TPI, a análise química indicou maiores teores de matéria orgânica e de nutrientes, especialmente de cálcio (Ca) e fósforo (P), comparado ao solo adjacente. As alterações promovidas pela ação humana na Amazônia resultaram em solos antrópicos com maior quantidade de macronutrientes, quando comparados aos solos não antrópicos.

Biografia do Autor

Nalbert Souza de Carvalho, Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Graduado em Agronomia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Francisco Weliton Rocha Silva, Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Doutor em Agronomia Tropical pelo Programa de Pós-Graduação em Agronomia Tropical (PPGAT) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Antonio Fábio Sabbá Guimarães Vieira, Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

 Professor Titular do Departamento de Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEOG) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Doutor em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Realizou pós-doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGGEO) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Campus de Francisco Beltrão. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

André Campos Alves, Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Mestre e Doutor em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEOG) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

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Publicado

2025-12-30

Edição

Seção

Artigos