Análise da dinâmica da paisagem em áreas de preservação permanente nos anos de 1985, 2001 e 2022, no município de Angra dos Reis, estado do Rio de Janeiro

Autores

  • Fábia Antunes Zaloti Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Geociências, Programa de Pós-Graduação em Geografia, Rio de Janeiro, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-1568-4823
  • Gabriel de Oliveira Alves Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Geociências, Departamento de Geografia, Rio de Janeiro, Brasil. https://orcid.org/0009-0004-9029-0255
  • Fábio da Silva Lima Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Geociências, Programa de Pós-Graduação em Geografia, Rio de Janeiro, Brasil. https://orcid.org/0009-0006-2356-5401
  • Paulo Márcio Leal de Menezes Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Geociências, Programa de Pós-Graduação em Geografia, Rio de Janeiro, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-7049-7081
  • Manoel do Couto Fernandes Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Geociências, Departamento e Programa de Pós-Graduação em Geografia, Rio de Janeiro, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-4500-0624

DOI:

https://doi.org/10.5016/geografia.v51i1.19453

Resumo

O monitoramento das Áreas de Preservação Permanente (APPs) constitui um desafio em países de grandes dimensões territoriais, como o Brasil, exigindo o desenvolvimento de metodologias eficientes para subsidiar ações de gestão e restauração dessas áreas. Nesse panorama, as geotecnologias têm se mostrado fundamentais na geração e análise de informações sobre a cobertura e uso da terra. O presente artigo tem como objetivo analisar a dinâmica da paisagem e as alterações no uso e cobertura da terra em APPs em Angra dos Reis (RJ), em 1985, 2001 e 2022, com base em técnicas de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto. Angra dos Reis apresenta 816,3 km², cerca de 86,14% de cobertura vegetal e elevado número de unidades de conservação, mas sofre crescente pressão antrópica relacionada à expansão populacional. Os resultados evidenciam alterações significativas nas APPs de cursos d’água, relacionadas à implantação das usinas nucleares Angra I e II, que se configuram como importante indicador espacial da dinâmica territorial. Em contrapartida, as APPs em topos de morro apresentaram menor variação, mantendo o predomínio de floresta ombrófila densa ao longo do período analisado.

Biografia do Autor

Fábia Antunes Zaloti, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Geociências, Programa de Pós-Graduação em Geografia, Rio de Janeiro, Brasil.

Graduada em Engenharia Cartográfica pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) (1997). Possui MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV)(2009). É mestre (2017) e doutora (2022) em Geografia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pós-doutoranda em Geografia pela UFRJ. Atua como pesquisadora no Laboratório de Cartografia (GeoCart/UFRJ), com foco em Cartografia, Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento.

Gabriel de Oliveira Alves, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Geociências, Departamento de Geografia, Rio de Janeiro, Brasil.

Graduando em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pesquisador no Laboratório de Cartografia (GeoCart/UFRJ), atuando nas áreas de Cartografia e Sensoriamento Remoto.

Fábio da Silva Lima, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Geociências, Programa de Pós-Graduação em Geografia, Rio de Janeiro, Brasil.

Graduado em Geografia (2008) e mestre em Geografia (2010) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Graduado em Direito (2015) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Especialista em Direito Registral e Notarial (2020) e em Direito Ambiental e Urbanístico (2023) pela Universidade Cândido Mendes (UCAM). Doutorando em Geografia pela UFRJ e pesquisador no Laboratório de Cartografia (GeoCart/UFRJ).

Paulo Márcio Leal de Menezes, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Geociências, Programa de Pós-Graduação em Geografia, Rio de Janeiro, Brasil.

Professor Titular Voluntário do PPGG/UFRJ, vinculado ao Laboratório de Cartografia (GeoCart/UFRJ) que coordenou de 1995 a 2023. Especialista em Geociências, com ênfase em Cartografia Básica, Geodésia, Ajustamento, Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento. Graduado na Arma de Engenharia pela AMAN (1969), e em Engenharia de Geodésia e Topografia pelo IME (1977), onde concluiu mestrado em Sistemas e Computação (1987). Doutor em Geografia pela UFRJ (2000).

Manoel do Couto Fernandes, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Geociências, Departamento e Programa de Pós-Graduação em Geografia, Rio de Janeiro, Brasil.

Professor Titular do Departamento de Geografia da UFRJ, atuando no ensino, pesquisa e extensão. É coordenador do Laboratório de Cartografia (GeoCart/UFRJ). Possui pós-doutorado pela Universidade de Wolverhampton (Reino Unido) (2020) e graduação (1995), mestrado (1998) e doutorado (2004) em Geografia pela UFRJ. Desenvolve pesquisas em Geociências, com ênfase em Cartografia, Geoecologia e GIScience.

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Publicado

2026-02-28

Como Citar

ZALOTI, Fábia Antunes; ALVES, Gabriel de Oliveira; LIMA, Fábio da Silva; MENEZES, Paulo Márcio Leal de; FERNANDES, Manoel do Couto. Análise da dinâmica da paisagem em áreas de preservação permanente nos anos de 1985, 2001 e 2022, no município de Angra dos Reis, estado do Rio de Janeiro. Geografia, [S. l.], v. 51, n. 1, p. e-19453, 2026. DOI: 10.5016/geografia.v51i1.19453. Disponível em: https://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/ageteo/article/view/19453. Acesso em: 9 mar. 2026.

Edição

Seção

Artigos