DINÂMICA DO USO DA TERRA E SEUS REFLEXOS NA COBERTURA VEGETAL EM ÁREAS DO MUNICÍPIO DE TOMÉ-AÇU, NORDESTE PARAENSE

  • Orlando WATRIN
  • Sandra Maria Neiva SAMPAIO EMBRAPA
  • Adriano VENTURIERI EMBRAPA

Resumo

O nordeste do Estado do Pará tem em Tomé-Açu um dos municípios mais peculiares no que tange ao processo de colonização, pois foi marcado pela forte imigração japonesa ocorrida na década de 30. Tal processo imprimiu na paisagem padrões particulares no uso das terras com uma dinâmica até então inusitada. Visando avaliar espacialmente a dinâmica das alterações antrópicas nesta paisagem e o papel da cobertura vegetal frente ao uso da terra, foram selecionadas duas áreas amostrais de 12 km x 16 km. Na caracterização da vegetação e uso da terra a partir de sistemas de geoprocessamento foram empregadas imagens TM/Landsat de 1991 e 1995, com apoio de levantamentos de campo. Foi observado que as áreas de vegetação secundária independente do estádio sucessional, constituem o padrão dominante na paisagem, apesar das áreas de floresta primária serem significativas. No uso da terra, as áreas de pastagem foram aquelas que mais se destacaram, além de experimentarem um incremento entre os anos considerados. Para a dinâmica da paisagem foi verificado que as áreas de floresta primária apresentaram os maiores percentuais de estabilidade, pois há tendência de que a incorporação de novas áreas para a agropecuária se concentre nos estádios iniciais da vegetação secundária. As classes de uso da terra apresentaram as maiores flutuações quanto à estabilidade, apesar de uma parte significativa destas áreas permaneceram com a mesma exploração. A diferença entre as áreas de estudo foi mais nítida quando os sistemas produtivos foram analisados considerando aspectos sociais, agronômicos e tecnológicos. Palavras-chave: Dinâmica da Paisagem, Sensoriamento Remoto, Geoprocessamento
Publicado
2009-09-10
Seção
Artigos

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