IMPACTO DO FURACÃO CATARINA SOBRE A REGIÃO SUL CATARINENSE: MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO PÓS-DESASTRE

  • Emerson Vieira MARCELINO
  • Frederico de Moraes RUDORFF
  • Isabela Pena Viana de Oliveira MARCELINO
  • Roberto Fabris GOERL
  • Masato KOBIYAMA

Resumo

O presente artigo teve como objetivo identificar as principais características do Furacão Catarina; levantar e analisar os danos e prejuízos; elaborar o mapa de intensidade dos danos; e classificar a intensidade do fenômeno. O monitoramento “in loco” foi realizado durante a passagem do fenômeno em Balneário Arroio do Silva. Foram visitados 22 municípios catarinenses, cobrindo um percurso de mais de 3.000 km, e aplicados 161 questionários. O mapa de intensidade foi elaborado a partir da interpolação de 260 pontos de GPS classificados de acordo com o grau de destruição. Os municípios mais afetados foram Passo de Torres, Balneário Gaivota e Balneário Arroio do Silva, todos localizados no litoral, onde milhares de edificações foram danificadas (53.728) e destruídas (2.194). As edificações menos resistentes aos ventos foram as casas de madeira pré-fabricadas e as casas de tijolos (sem vigas e colunas), cobertas com telhas de cimento-amianto. Conforme o furacão se deslocou em direção ao interior sua intensidade diminuiu, mostrando um padrão de destruição radial. Baseado nos ventos estimados “in loco” e na intensidade dos danos observados na área de impacto do furacão, a intensidade do Catarina pode ser classificado como a de um furacão classe 2 de acordo com a escala Saffir-Simpson. Palavras-chave: Furacão Catarina; monitoramento; avaliação pós-desastre.
Publicado
2007-09-20
Seção
Artigos