HEIDEGGER E O PENSAMENTO FENOMENOLÓGICO EM GEOGRAFIA: SOBRE OS MODOS GEOGRÁFICOS DE EXISTÊNCIA

Autores

  • Eduardo MARANDOLA JR. IG/UNICAMP

Resumo

A fenomenologia existencial de Heidegger tem sido referendada como importante para o pensamento geográfico, especialmente pela Geografia Humanista, que busca a construção de uma fenomenologia geográfica. Esta influência envolve desde uma orientação mais geral sobre o conhecimento científico e o mundo da vida (experiência), passando pela reestruturação de conceitos e entendimentos, pela formulação de princípios epistemológicos, chegando à própria revis ão do estatuto ontológico da ciência geográfica, centrado no conceito de habitar. Este artigo compõe um esforço de realizar a sistematização das repercussões das diferentes fenomenologias no pensar e no fazer geográfico. Para isso, investiga a influência do pensamento de Heidegger na formação e consolidação da abordagem fenomenológica no movimento humanista estadunidense. Partindo de um mapeamento das utilizações das ideias de Heidegger pelo coletivo humanista nos anos 1960 e 1970, selecionamos um dos autores que se utilizou de seu pensamento de forma mais abrangente, tomando-o como fundamento para uma ontologia geográfica: Edward Relph. A partir do entendimento heideggeriano de ser-no-mundo como fundamento da experiência geográfica, Relph propõe o próprio repensar da origem da Geografia a partir da fenomenologia, entendendo a experiência do mundo como experiência geográfica. Palavras-chave: Geografia. Fome. Insegurança alimentar. Brasil.

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Publicado

2013-07-19

Como Citar

MARANDOLA JR., Eduardo. HEIDEGGER E O PENSAMENTO FENOMENOLÓGICO EM GEOGRAFIA: SOBRE OS MODOS GEOGRÁFICOS DE EXISTÊNCIA. Geografia, [S. l.], v. 37, n. 1, p. 81–94, 2013. Disponível em: https://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/ageteo/article/view/7733. Acesso em: 1 fev. 2026.

Edição

Seção

Artigos