SENSORIAMENTO REMOTO E OZÔNIO

  • Iára Regina Nocentini ANDRÉ INPE
  • Nelson Jesus FERREIRA INPE

Resumo

Após a descoberta da redução da camada de ozônio sob a Antártida (Chubachi, 1984; Farman, 1985), muitos estudos sobre este gás foram realizados para verificar sua variabilidade anual, sazonal e diária. Nas ultimas décadas, inúmeros trabalhos têm enfocado a dinâmica desse fenômeno utilizando observações feitas por sensores remotos orbitais e em superfície. O campo das ciências atmosféricas que incluem a geografia, meteorologia, química e física é dependente de observações, não sendo possível muitas vezes reproduzir em laboratório todas as reações químicas e a dinâmica do ar que ocorrem na atmosfera. Assim, o uso de novas tecnologias tem possibilitado o desenvolvimento de diversos instrumentos de medições de inúmeros gases tornando mais aprimorado o conhecimento científico da atmosfera. Existem inúmeras técnicas para medições de ozônio, como as realizadas por instrumentos que medem a coluna total deste gás a partir da superfície (in situ). Entretanto, a concentração deste gás pode ser obtida através de sensores instalados em satélites. Devido a sua ampla visão espacial e resolução temporal, os satélites ambientais tem tido um papel importantíssimo em monitorar a variabilidade do ozônio estratosférico. Este trabalho tem como objetivo relatar as diferentes técnicas, métodos e instrumentos de obtenção da concentração do ozônio através do sensoriamento remoto orbital.
Publicado
2008-04-14
Seção
Notas e Resenhas

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