A POLIFONIA COMO ESTRATÉGIA ARGUMENTATIVA NAS REDAÇÕES DO ENEM

Palavras-chave: Semântica Argumentativa. Polifonia. Recurso Argumentativo.

Resumo

Com base nos estudos da Semântica Argumentativa, a pesquisa estudou o fenômeno polifônico pela perspectiva de Ducrot. O objetivo da pesquisa foi analisar a presença da polifonia na perspectiva de Ducrot, por meio das marcas linguísticas, usadas como recurso argumentativo.  O corpus foi composto das dez redações do Enem, edição 2015, cujo assunto foi “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”, as quais tiveram sua divulgação no portal de notícia G1 por atingirem a nota máxima. Tratou-se de uma pesquisa qualitativa descritiva. Após a numeração das redações foram identificadas as temáticas desenvolvidas por cada candidato, seguida da identificação das marcas linguísticas que indicassem possíveis vozes. Como resultados verificamos que a polifonia se apresenta como recurso argumentativo nas redações estudadas. Acerca dos enunciadores o E1 foi o mais recorrente durante as análises, tanto na frequência dos enunciadores por redações, como na análise de frequência dos enunciadores e por parte constituinte do texto. O E1 teve a sua identificação por meio da característica da voz do conhecimento compartilhado.

Referências

BARBISAN, L. B.;TEIXEIRA M. Polifonia: Origem e evolução do conceito em Oswald Ducrot. Organon, v. 16, n. 32-33, p. 161-180. 2002. DOI: https://doi.org/10.22456/2238-8915.29792. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/organon/article/view/29792. Acesso em: 28 out. 2016.

BARROS, D. L. P. de. Dialogismo, Polifonia Enunciação. In: BARROS, D. L. P. de; FIORIN, J. L. (Orgs.). Dialogismo, Polifonia e Intertextualidade. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2001, p. 1-9.

BLASQUE, R. M. G.; GUERRA JUNIOR, A. L. A estereotipização da mulher em propagandas de automóveis: uma abordagem diacrônica. Identidade Científica, v. 3, p. 15-32, 2012.

BRANDÃO, H. N.. Introdução à análise do discurso. Campinas: Unicamp, 2012.

BEZERRA, M. A.; DIONIZIO, A. P.; MACHADO,A. R. (Orgs). Gêneros Textuais & ensino. São Paulo: Parabola Editorial, 2010.

CAVASSIN, R. B. Leitura e Argumentação. In: DIAS, A. T. B. B. et al. Leitura e Produção de Texto. Criciúma: Unesc, 2007, p. 28-36.

DUCROT, O. O dizer e o dito. Campinas Pontes, 1987.

FIORIN, J. L.; SAVIOLI, F. P. Lições de texto: leitura e redação. 5. ed. São Paulo: Ática, 2006.

FROSSARD, E. C. M. Vozes que Revelam: Como Entender a Manipulação em um Gênero Midiático Através da Polifonia. PERCursos Linguísticos. v. 2, n. 6, p. 18-28, 2008.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 6. ed. Rio de Janeiro Atlas, 2007.

GRANATIC, B. Técnicas básicas de redação. São Paulo: Ed. Scipione, 2005.

MAINGUENEAU, D. Análise de Textos de Comunicação. (tradução de Maria Cecília P.de Souza e Silva, Décio Rocha). 6. ed. São Paulo: Cortez, 2013.

MEC – INEP. Exame Nacional do Ensino Médio. Brasília: Inep, 2015. Disponível em: http://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/provas/2015/CAD_ENEM%202015_DIA%202_05_AMARELO.pdf. Acesso em: 28 out. 2016.

MICHEL, M. H. Metodologia e Pesquisa Científica em Ciências Sociais: Um guia prático para o acompanhamento da disciplina e elaboração de trabalhos monográficos. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2015.

OLIVEIRA, E. G. de. Argumentação: da Idade Média ao Século XX. Signum: Estudos da Linguagem, v. 7, n. 2, p. 109-131, 2004. DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2237-4876.2004v7n2p109. Disponível em: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/signum/article/view/3916. Acesso em: 28 out. 2016.

SANTOS, C. C. S. dos. Intertextualidade: Diálogos Possíveis. Revista FCT, v. 13. n 14, p. 223-224, 2011. DOI: https://doi.org/10.14572/nuances.v13i14.380. Disponível em: http://revista.fct.unesp.br/index.php/Nuances/article/view/380. Acesso em: 28 out. 2016.

Publicado
2020-12-14