Estudo morfométrico das fibras do músculo bíceps braquial de ratos submetidos ao exercício de natação aliado ao uso conjugado de dois hormônios esteróides anabolizantes.

Autores

  • Álvaro Luis Pessoa de Farias Departamento de Educação Física da UEPB, Campina Grande, PB
  • Carlos Alberto Anaruma Departamento de Educação Física da UNESP Rio Claro, SP

DOI:

https://doi.org/10.5016/1939

Palavras-chave:

Natação. Anabolizante. Músculo esquelético.

Resumo

O uso de esteróides anabólicos eleva principalmente: a força, a aceleração e a explosão muscular. O objetivo deste trabalho foi quantificar e comparar o desenvolvimento nos dois tipos de fibras musculares (tipo I e tipo II) do músculo bíceps braquial de ratos sedentários e treinados, submetidos a uma dosagem supraterapêutica de dois esteróides anabólicos simultâneos. Para tal, utilizamos 40 ratos Wistar, divididos em quatro grupos, a saber: Sedentário, Sedentário Anabolizados, Treinados e Treinados Anabolizados. O treinamento foi de natação, 1 hora por dia, 6 vezes por semana, durante 9 semanas. Os anabolizantes utilizados foram o Estanozolol (50 mg/ml) e o Decanoato de Nandrolona (50 mg/ml). A dosagem terapêutica equivale proporcionalmente à posologia indicada na bula do medicamento para um indivíduo adulto de 70 kg. Após o período de treinamento os ratos foram sacrificados e o músculo bíceps braquial colhido, criofixado em nitrogênio líquido, cortado em criostato e corado com HE e pela reação histoquímica NADH-TR. A medida da área da secção transversa do músculo, nos três grupos experimentais, não apresentou diferença estatística quando comparados ao grupo controle sedentário. As fibras que apresentaram tamanho pequeno e coloração azul escura intensa eram do Tipo I e variaram de 399 µm2 a 2427 µm2, as que apresentaram tamanho grande e coloração, azul clara eram do Tipo IIb, tendo o tamanho variado de 943 µm2 a 5787 µm2. Outro contingente de fibras que tinham tamanhos e coloração intermediária eram do tipo II a variando entre 705 µm2 a 4351 µm2. Concluímos que a reação do músculo ao exercício e ao uso de um hormônio anabolizante, mesmo que em dose supra-fisiológica, foi nula, já que não houve aumento do tamanho das fibras como era esperado. A adaptação deste músculo ao protocolo experimental não se evidenciou pelo aumento do tamanho da fibra e sim por adaptações bioquímicas que não se traduzem pela hipertrofia, já que o tipo de exercício executado não é o estímulo mais propício para tal.

Biografia do Autor

Álvaro Luis Pessoa de Farias, Departamento de Educação Física da UEPB, Campina Grande, PB

possui graduação em Licenciatura Plena Em Educação Física pela Universidade de João Pessoa (1986) e mestrado em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista (2001). Atualmente é professor titular da Universidade Estadual da Paraíba, chefe de departamento e cursando o doutorado dinter na unesp-rc. Lecionando a disciplina de educação física escolar. Tem experiência na área de Educação Física escolar, com ênfase em Fisiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: futsal, adaptada e hipertensos. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3841322273689004

Carlos Alberto Anaruma, Departamento de Educação Física da UNESP Rio Claro, SP

Professor assistente doutor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Tem experiência na área de Morfologia, com ênfase em Anatomia, Neuro-anatomia e Aparelho Locomotor, atuando principalmente nos seguintes temas: hipertrofia muscular, regeneração muscular, osteoporose, natação, exercício, ratos, anabolizantes e esteróide anabólico. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8976718779684832http://lattes.

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Publicado

2008-12-11

Edição

Seção

Artigo Original