Corpos e seus lugares na escola da periferia do capitalismo: suas tecnologias, sonhos e criações de conhecimento
DOI:
https://doi.org/10.18675/1981-8106.v.36.n.71.s18612Palavras-chave:
Corpo na escola. Conhecimento como criação. Práticas educacionais anticartesianas.Resumo
Esse ensaio apresenta, por meio de uma metodologia de revisão bibliográfica e de reflexão sobre memórias de experiências vividas, uma crítica aos papéis dos corpos e seus lugares de vida nas escolas da periferia do capitalismo. A crítica se faz a partir da reflexão sobre conceitos de conhecimento e corpo, suas origens e alguns desdobramentos. Apresenta-se uma íntima relação entre esses conceitos e as estruturas opressivas de dominação, próprias da modernidade/colonialidade/capitalismo. A primeira seção mostra vínculos intensos entre a lógica racional de produção mercantil no capitalismo e seu imbricamento, enquanto causa e efeito, com a concepção cartesiana de conhecimento e de corpo. Na sequência, o texto busca uma espécie de contraponto à ideia inicial e traz possibilidades em direção a uma mudança radical na concepção de conhecimento e corpo. A segunda seção apresenta também alternativas na concepção do que possa ser a escola descolonizada, instituição que entenda o conhecimento como prática de liberdade dos corpos e da valorização de seus lugares de vida. Por fim, a terceira parte se concentra em mostrar exemplos de práticas artísticas e didáticas em sala de aula que se apoiam e inspiram na discussão conceitual apresentada anteriormente.
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