Bebês e crianças bem pequenas em relações com a natureza na Educação Infantil: um encontro potente
DOI:
https://doi.org/10.18675/1981-8106.v.36.n.71.s19102Palavras-chave:
Bebês. Crianças. Natureza. Escola. Educação Infantil.Resumo
Este texto apresenta um excerto de uma investigação que buscou compreender como crianças bem pequenas e bebês podem se relacionar com a natureza na educação infantil e quais os desdobramentos dessa relação para eles. A pesquisa de campo foi desenvolvida em uma escola de educação infantil e se inspirou na proposta de investigação com crianças em contexto de Graue e Walsh (2003), estando atenta aos princípios da etnografia e da abordagem da pesquisa qualitativa como um todo. O referencial teórico foi sustentado na filosofia de Espinosa, na Psicologia Histórico-Cultural dos estudos de Vygotsky e em autores que discutem a relação entre crianças e natureza, como Tiriba (2005), Santos (2016) e Louv (2016). Com base nos estudos teóricos e de campo, foi possível indicar que a relação com a natureza pode provocar o aumento da potência de agir das crianças por meio de afetos alegres. A partir das observações das crianças envolvidas em proposições ao ar livre e com a natureza, foi percebido que quanto mais afetos alegres são provocados, mais as crianças desejam permanecer envolvidas com e em determinada situação – no caso, com a natureza. Nesse sentido, o estudo evidenciou que quanto mais se der o estabelecimento de relações afetivas alegres com a natureza, mais as crianças podem buscar, sentir, entender e viver essa relação, e mais: podem vir a se identificar com ela e desejar cuidá-la, demonstrando a importância desse convívio para ambas as partes.
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