A INCLUSÃO ESCOLAR DO ALUNO COM PARALISIA CEREBRAL: A PERCEPÇÃO DOS PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL

Palavras-chave: Inclusão Educacional. Aluno com Paralisia Cerebral. Práticas Pedagógicas.

Resumo

A presente pesquisa visa compreender a percepção de professores do ensino fundamental acerca da inclusão escolar do aluno com paralisia cerebral. Participaram da pesquisa seis professores do ensino fundamental de uma turma do 8º ano que tinha uma aluna com paralisia cerebral. O levantamento foi realizado por meio de entrevista semiestruturada. Nos resultados, os participantes indicaram desconhecer o Projeto Político Pedagógico/currículo e sua articulação com práticas inclusivas. Além disso, eles têm pouca compreensão das características da paralisia cerebral, assim como apresentam dificuldades no planejamento e na prática pedagógica inclusiva para alunos público-alvo da educação especial, principalmente na aplicação de metodologias; eles implementam poucas flexibilizações curriculares, justificando-as em função do reduzido preparo profissional para atuar com a aluna com paralisia cerebral e a falta de material adequado. Conclui-se que, apesar do avanço no aspecto legal da educação inclusiva, há um conjunto de barreiras para que se efetive uma política educacional inclusiva de qualidade em turmas com portadores de paralisia cerebral, o que dificulta o processo de desenvolvimento e aprendizagem da referida aluna.

Referências

ALMEIDA, P. M. Aprender com a Expressão Dramática! Relatório de Estágio para obtenção do grau de Mestre, Departamento de Ciências da Educação, Universidade dos Açores, Portugal. 2012.

ARAUJO, M. V. et al. Formação de professores e inclusão escolar de pessoas com deficiência: análise de resumos de artigos na base SciELO. Rev. Psicopedag., São Paulo, v. 27, n. 84, p. 405-416, 2010. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo. php?. Acesso em: 10 abr.2019.

BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Lisboa, Portugal; Edições 70, LDA, 2011. 229 p.

BASIL, C. Os alunos com paralisia cerebral e outras alterações motoras: Desenvolvimento e Educação. In: COLL, C. et al. (org.). Desenvolvimento psicológico e educação: necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004. p. 215-233.

BERSCH, R. Tecnologia Assistiva e atendimento educacional especializado: conceitos que apoiam a inclusão escolar de alunos com deficiência. In: MANTOAN, M. T. E. (org.). O desafio das diferenças nas Escolas. Petrópolis: Vozes, 2008. p. 131- 137.

BLANCO, R. A atenção à diversidade na sala de aula e as adaptações do currículo. In: COLL, C. et al. (org.). Desenvolvimento psicológico e educação: necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004. p. 290-308.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/a-base. Acesso em: 15 abr. 2018.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de atenção à pessoa com paralisia cerebral. Brasília: 2013.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília, DF. MEC- SEEESP, v. 4, n1, 2008. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php. Acesso em: 17 dez. 2018.

BOOTH, T; AINSCOW, M. Index for Inclusion: A Guide to School Development Led by Inclusive Values. Bristol: CSIE, 2002.

CARVALHO, R. E. Educação Inclusiva: “com os pingos nos is”. Rosita Edler de Carvalho. 9. ed. Porto Alegre: Mediação, 2013. 176 p.

CRUZ, G.; GLAT, R. Educação Inclusiva: desafio, negligência e responsabilidade dos cursos de graduação. Educar em Revista, Curitiba, n. 52, p. 257-273, abr./jun. 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/0104-4060.32950. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-40602014000200015&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso em: 30 mar. 2019.

FACHINETTI, T.; GONCALVES, A.; LOURENCO, G. Processo de Construção de Recurso de Tecnologia Assistiva para Aluno com Paralisia Cerebral em Sala de Recursos Multifuncionais. Rev. bras. educ. espec. v. 23, n. 4, p. 547-562. DOI: https://doi.org/10.1590/s1413-65382317000400006. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-65382017000400547&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso em: 15 maio 2019.

FRANCO, M. A. M; GUERRA, L. B. O ensino e a aprendizagem da criança com paralisia cerebral: ações pedagógicas possíveis no processo de alfabetização. Revista Educação Especial, v. 28, n. 52, p. 311-32, 2015. DOI: https://doi.org/10.5902/1984686X14916. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/index.php/educacaoespecial/article/view/14916. Acesso em: 22 abr. 2019

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas, 7. ed. 2019.

GLAT, R.; PLETSCH, M. D. (org.). Estratégias educacionais diferenciadas para alunos com necessidades especiais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2013. 200 p.

GLAT, R.; PLETSCH, M. D. Inclusão escolar de alunos com necessidades educacionais especiais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2011, 162 p.

GONZÁLES, Eugenio (org.). Necessidades educacionais específicas: intervenção psicoeducacional. Porto Alegre: Artmed, 2007.

GREGUOL, M.; GOBBI, E.; CARRARO, A. Formação de professores para a educação especial: uma discussão sobre os modelos brasileiro e italiano. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, v. 19, n. 3, p. 307-324, set. 2013. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-65382013000300002. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-65382013000300002&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso em: 5 abr. 2019.

GUERRA, E. L. A. Manual de pesquisa qualitativa. Belo Horizonte: Grupo Ănima Educação, 2014.

HEREDERO, E. S. A escola inclusiva e estratégias para fazer frente a ela: as adaptações curriculares. Revista Acta Scientiarum Education, Maringá, v. 32, n. 2, p. 193-208, 2010. DOI: https://doi.org/10.4025/actascieduc.v32i2.9772. Disponível em: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciEduc/article/view/9772. Acesso em: 10 abr. 2019.

LEITE, J. M. R. S.; PRADO, G. F do. Paralisia Cerebral: aspectos fisioterapêuticos e clínicos. Revista Neurociências, São Paulo, v. 1, n. 12, p. 41-46, 2004. DOI: https://doi.org/10.4181/RNC.2004.12.41. Disponível em: https://periodicos.unifesp.br/index.php/neurociencias/article/view/8886. Acesso em: 22 abr. 2019.

MANTOAN, M. T. E. O desafio das diferenças nas escolas. Petrópolis: Vozes, 2008.

MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar: o que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2003. 51 p.

MARQUES, L. P.; OLIVEIRA L. A.; SANTOS, N. A. S. Integração de paralisados cerebrais: um estudo. Temas Sobre Desenvolvimento, v. 40, p. 16-23, 1998.

MARCHESI, Á. A prática das escolas inclusivas. In: COLL, C. et al. (org.). Desenvolvimento psicológico e educação: necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004, p. 31-47.

MELO, F. R. L. V.; MARTINS, L. A. R. Acolhendo e atuando com alunos que apresentam paralisia cerebral na classe regular: a organização da escola. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, v. 13, n. 1, p. 111-130, 2007. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S1413-65382007000100008. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-65382007000100008&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso em: 30 abr. 2019.

MENDES, E. Radicalization of the debate on school inclusion in Brazil. Revista Brasileira de Educação, v. 11, n. 33, p. 387-405, set./dez. 2006. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-24782006000300002. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1413-24782006000300002&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 20 abr. 2019.

MESQUITA, A. M. Currículo e Educação inclusiva: As Políticas Curriculares Nacionais. Espaço do Currículo, Paraíba, v.3, n. 1, p. 305-315, 2010.

OMOTE, S. Estigma no tempo da inclusão. Rev.Bras. Educ. Espec., Marília, v. 10, n. 3, p. 287-308, set./dez. 2004. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php. Acesso em: 12 abr. 2019.

PACHECO, J. A. Notas sobre diversificação/ diferenciação curricular em Portugal. InterMeio: revista do Programa de Pós-Graduação em Educação, Campo Grande, v. 14, n. 28, p. 178-187, 2008. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/intm/article/view/2498. Acesso em: 16 abr. 2019.

PLETSCH, M. D.; SOUZA, F. F. DE; ORLEANS, L. F. A diferenciação curricular e o desenho universal na aprendizagem como princípios para a inclusão escolar. Revista educação e cultura contemporânea, Rio de Janeiro, v. 14, n. 35, p 264-261, 2017.

PELOSI, M. B. A. Inclusão e Tecnologia Assistiva. 2008. 303 f. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-graduação em Educação da Faculdade de Educação, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2008.

RIBEIRO, M.L. S.; BAUMEL, R. C. R. Educação Especial: do querer ao fazer. São Paulo: Avercamp, 2003. 192 p.

RODRIGUES, D. Inclusão e educação: Doze olhares sobre a educação inclusiva. São Paulo: Summus, 2006. 318 p.

RODRIGUES, D. A educação e a diferença. In: D. Rodrigues (ed.), Educação e diferença: valores e práticas para uma educação inclusiva Porto: Porto Editora, 2001. p. 13-34.

ROCHA, A. N.; DELIBERATO, D. Tecnologia assistiva para a criança com paralisia cerebral na escola: identificação das necessidades. Rev. bras. educ. espec., Marília, v. 18, n. 1, p. 71-92, 2012. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-65382012000100006. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-65382012000100006&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso em: 18 abr. 2019.

ROLDÃO, M.C. Diferenciação curricular revisitada: conceito, discurso e práxis. Porto Editora, Porto/Portugal, 2003.

SACRISTÁN, J. G. O currículo: uma reflexão sobre a prática. 3. ed. Porto Alegre: ARTMED, 2000.

SANCHEZ, G. C.; ALMEIDA, R. C. G. O. GONÇALVES, A. G. Inclusão Escolar: os desafios de alunos com paralisia cerebral em seu processo de escolarização. REVELLI., v. 9, n. 2, p. 27-39, 2017. Disponível em: https://www.revista.ueg.br/index.php/revelli/article/view/5897. Acesso em: 15 maio 2019.

SANTOS, V.; MENDES, E. G. Estud. Aval. Educ., São Paulo, v. 30, n. 74, p. 486-507, maio/ago. 2019.

SEVERINO, A.J. Metodologia do trabalho científico. 24. ed. São Paulo: Cortez, 2017.

SILVA, S. M.; SANTOS, R. R. N.; RIBAS, C. G. Inclusão de alunos com paralisia cerebral no ensino fundamental: contribuições da fisioterapia. Rev. bras. educ. espec., Marília, v. 17, n. 2, p. 263-286, Aug. 2011. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-65382011000200007. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-65382011000200007&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso em: 06 jan de 2019.

TELES, R. O.; SANTOS, M. Tecnologias de Apoio. In: PEKER, Rukiye (coord.) Paralisia cerebral: manual de formação para pais e professores. Porto: Pozitif Matbaası, 2012.

VITALINO, C.R. VALENTE S.M.P. A formação de professores reflexivos como condição necessária para inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais. In: VITALINO, C.R. (org.). Formação de professores para a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais. Londrina: EDUEL, 2010. p. 34-48.

Publicado
2021-03-15