Aprendizagem Dialógica na Educação de Pessoas Adultas: denúncias e anúncios para a superação de obstáculos e busca para o desenvolvimento humano

  • Juliana Franzi UFSCar
  • Fabiana Marini Braga UFSCar
  • Carolina Cherfem UFSCar
  • Roseli Rodrigues de Mello UFSCar
  • Kelci Anne Pereira UFSCar
Palavras-chave: Desenvolvimento Humano, Educação de Pessoas Jovens e Adultas, Aprendizagem Dialógica

Resumo

Neste artigo focalizamos a Educação de Jovens e Adultos (EJA), sob o olhar da perspectiva de aprendizagem dialógica, pautada na teoria da ação comunicativa de Habermas e na teoria da dialogicidade de Freire. Tais conceitos apontam para o diálogo como práxis, fundamental à aprendizagem, à constituição do desenvolvimento humano e à democracia; possibilitam a crítica ao modelo de EJA dominante, que discrimina as pessoas adultas com base em preconceito com relação à inteligência adulta; oferece, ao mesmo tempo, instrumentos para superar esse modelo. Nessa perspectiva é que vimos nesse artigo apresentar a EJA enquanto um sistema escolar cultural e não-escolarizante, que garanta a compreensão de seus sujeitos como sujeitos de direitos: educação, moradia, alimentação, emprego, etc. Para tanto, a escolarização nessa modalidade de ensino deve se pautar nas habilidades práticas e comunicativas que já possuem os/as educandos/as, de modo a lhes conferir o direito de se fazerem e se refazerem no mundo. Ao abordarmos a Educação de Pessoas jovens e adultas dentro de uma perspectiva dialógica e crítica, recuperarmos sua função transformadora, sua função de anúncio.

Biografia do Autor

Juliana Franzi, UFSCar
Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de São Paulo, na área de Psicologia e Educação. Possui graduação em Pedagogia (2001 - 2004) e mestrado em Educação (2005 - 2007) ambos pela Universidade Federal de São Carlos. Durante o ano de 2008, atuou no projeto Integrado denominado Includ-ed (Strategies for Inclusion and Social Cohesion in Europe from Education), que pertence à prioridade 7 do VI Programa Marco da Comissão Européia.
Fabiana Marini Braga, UFSCar
É membro efetivo do Núcleo de Investigação e Ação Social e Educativa (NIASE). Possui Licenciatura Plena em Pedagogia (1999), Mestrado em Educação (2003) e Doutorado em Educação (2007), pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Atualmente é professora do Departamento de Metodologia de Ensino do curso de Pedagogia da Universidade Federal de São Carlos e da UAB (Universidade Aberta do Brasil). Atua principalmente nos seguintes temas: Comunidades de Aprendizagem, aprendizagem dialógica, educação de jovens e adultos, igualdade de diferenças, diálogo igualitário, educação a distância, criança, ensino e aprendizagem.
Carolina Cherfem, UFSCar
Possui graduação em Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2004). É mestre pelo Programa de Educação - área de concentração "Processos de Ensino e de Aprendizagem", da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Aprendizagem Dialógica. Os principais temas de estudos referem-se à Economia Solidária e Incubação de Empreendimentos Solidários, e aos Estudos de Gênero e Feminismo Dialógico. Também se dedica aos estudos da Metodologia Comunicativa Crítica. É membro do Núcleo de Investigação e Ação Social e Educativa - NIASE UFSCar e neste coordena o Grupo de Ação e de Estudos de Gênero e Feminismo Dialógico.
Roseli Rodrigues de Mello, UFSCar
É professora do quadro docente efetivo da Universidade Federal de São Carlos, desde 1992. Ocupa atualmente o cargo de professora associada nível 2, junto ao Departamento de Metodologia de Ensino. Atua na Licenciatura em Pedagogia e na Pós-Graduação em Educação (orienta mestrado e doutorado). Fundou o Núcleo de Investigação e Ação Social e Educativa (NIASE), em 2002, e está à frente de sua coordenação até o momento. Coordena o Curso de Especialização em Educação de Jovens e Adultos (Edital MEC/FINEP- 2009-2011). É vice-coordemadora do curso de Licenciatura em Pedagogia da UFSCar-São Carlos (2009-2010). A ênfase de seu trabalho acadêmico está na linha de Ensino e Aprendizagem, dedicando-se às seguintes temáticas: correntes pedagógicas, aprendizagem dialógica, comunidades de aprendizagem, educação de adultos, democratização do conhecimento escolar e tertúlia literária dialógica. . Compõe o Comitê de Acompanhamento da Pós-Graduação em Educação da Capes. Sua formação em Pedagogia (1987), mestrado em Educação (1991) e doutorado em Educação (1998) foi realizada na Universidade Federal de São Carlos. Desenvolveu pós-doutorado em Sociologia e Educação junto ao Centro Especial de Investigação em Teorias e Práticas Superadoras de Desigualdades (CREA), da Universidade de Barcelona (2001-2002).
Kelci Anne Pereira, UFSCar
Possui graduação em Relações Públicas, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), e especialização em Comunicação Popular e Comunitária, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). É mestre em educação, pelo Programa de Pós-graduação em Educação, da Universidade Federal de São Carlos (PPGE/UFSCar). Autora da pesquisa intitulada "Economia solidária e aprendizagem dialógica: práticas de participação e autogestão em assentamento rural e necessidade de outra EJA". Tem experiência e atua principalmente nos seguintes temas: economia solidária, incubação de cooperativas populares, aprendizagem dialógica, metodologia comunicativa crítica, EJA, educação ao longo da vida, tertúlia literária dialógica, comunicação popular e assentamentos rurais. É membro efetivo do Núcleo de Investigação e Ação Social e Educativa (NIASE/UFSCar), pelo qual coordena projeto de economia solidária, aprendizagem dialógica e EJA, com população assentada, bem como realiza apoio à coordenação pedagógica do Curso de Especialização em Educação de Jovens e Adultos, financiado pelo MEC-FNDE.
Como Citar
FRANZI, J.; BRAGA, F. M.; CHERFEM, C.; MELLO, R. R. DE; PEREIRA, K. A. Aprendizagem Dialógica na Educação de Pessoas Adultas: denúncias e anúncios para a superação de obstáculos e busca para o desenvolvimento humano. Educação: Teoria e Prática, v. 19, n. 33, 11.
Seção
Artigos