Experiências formativas de mulheres catadoras de materiais recicláveis: existir, reexistir e resistir

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18675/1981-8106.v.36.n.71.s18763

Palavras-chave:

Educação libertadora. Educação popular. Educação decolonial.

Resumo

O presente trabalho se debruça sobre experiências educativas/formativas empreendidas por um coletivo de catadoras de materiais reciclados que mantêm em funcionamento uma cooperativa, com foco em perceber as potencialidades de tais experiências como sendo capazes de formar mulheres engajadas não apenas em questões ambientais, mas na busca por uma sobrevivência digna e cidadã. Os dados angariados decorrem de uma pesquisa de caráter qualitativo desenvolvida em um programa de mestrado acadêmico em Educação. Por meio de observação participante e de entrevistas semiestruturadas, e em diálogo com conceitos como educação, educação libertadora, educação popular e educação decolonial, a realidade cotidiana se mostrou capaz de proporcionar experiências que suplantam o instituído. A atuação em lutas sociais se mostrou capaz de promover inquietações e reflexões que reverberaram em engajamento e uma compreensão mais expandida da realidade social e os papeis outorgados a determinados sujeitos mediante sua condição como pertencentes às classes populares.

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Publicado

23-02-2026

Como Citar

PINTO, Gláucia Moreira; MARTINS, Francisco André Silva Martins. Experiências formativas de mulheres catadoras de materiais recicláveis: existir, reexistir e resistir. Educação: Teoria e Prática, [S. l.], v. 36, n. 71, p. e28[2026], 2026. DOI: 10.18675/1981-8106.v.36.n.71.s18763. Disponível em: https://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/educacao/article/view/18763. Acesso em: 24 fev. 2026.

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