A formação de professores na rede estadual paulista entre 1983 e 2006: uma análise crítica

  • Bruno Gonçalves Lippi Secretaria Municipal da Educação de São Paulo
  • Marcos Garcia Neira Universidade de São Paulo
Palavras-chave: política educacional, neoliberalismo, formação contínua

Resumo

Neste artigo, foram analisadas as políticas de formação contínua de professores da rede estadual paulista entre 1983 e 2006. Esse recorte histórico justifica-se pela retomada de governos eleitos democraticamente e pela suspeita de que as ações formativas implementadas nesse período seguem influenciando as iniciativas atuais. As propostas de formação docente, por mais que sejam isoladas, inserem-se no bojo de uma política maior, ou seja, são dotadas de uma determinada intencionalidade. A compilação e análise crítica dos estudos que se debruçaram sobre as políticas de formação contínua de professores implementadas pela Secretaria Estadual da Educação de São Paulo (SEE/SP) permitiram a divisão do período em dois ciclos. O primeiro (1983-1994) foi marcado pela busca de alternativas para democratização e descentralização do processo de formação. E o segundo (1995-2006) foi caracterizado pela prevalência de políticas alinhadas ao ideário neoliberal, consubstanciadas na pulverização de iniciativas e em convênios e parcerias com instituições diversas.

Biografia do Autor

Bruno Gonçalves Lippi, Secretaria Municipal da Educação de São Paulo
Mestre em Educação pela Universidade de São Paulo; Coordenador Pedagógico da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo
Marcos Garcia Neira, Universidade de São Paulo
Departamento de Metodologia do Ensino e Educação Comparada - Faculdade de Educação - USP
Publicado
2013-08-06
Seção
Artigos