Resistências e ações estudantis no Colégio Pedro II: os primeiros anos da ditadura militar pelas páginas de jornais cariocas (1966-1968)
DOI:
https://doi.org/10.18675/1981-8106.v.36.n.71.s18821Palavras-chave:
Colégio Pedro II. Movimento estudantil. Resistência. Ditadura militar.Resumo
O artigo tem como objetivo investigar as ações de estudantes do Colégio Pedro II durante os primeiros anos do regime militar, entre 1966 e 1968, a partir da análise de notícias publicadas pela imprensa carioca. A tradicional instituição educacional do Rio de Janeiro, criada no ano de 1837, seguiu uma trajetória singular durante a ditadura militar. Nesse contexto, estudantes se mobilizaram contrários às medidas de diretores da instituição e em oposição à ditadura. As notícias e matérias examinadas foram veiculadas pelos jornais Diário de Notícias, Jornal do Brasil, Correio da Manhã e Tribuna da Imprensa. O trabalho centrou o olhar nos conflitos e resistências dos alunos e no modo como os impressos abordaram tais embates, evidenciando uma posição de defesa dos estudantes e crítica aos excessos das Forças Armadas e diretores do Colégio.
Referências
ABREU, A. A. de. Intelectuais e Guerreiros: o Colégio de Aplicação da UFRJ de 1948 a 1968. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1992.
ABREU, A. A. de et al. (coord.). Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro – Pós-1930. Rio de Janeiro: CPDOC, 2010. Disponível em: http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/paulo-de-tarso-de-morais-dutra. Acesso em: 1º fev. 2024.
BARROS, C. M. X. Movimento Estudantil nos idos de 1964-1968: história de resistência à ditadura militar 1. ed. São Paulo: Aluz Científica, 2023.
BRAGHINI, K. M. Z. A história dos estudantes “excedentes” nos anos 1960: a superlotação das universidades e um “torvelinho de situações improvisadas”. Educar em Revista, n. 51, p. 123-144, jan./mar. 2014.
CAPELATO, M. H. R. A imprensa como fonte e objeto de estudo para o historiador. In: VILAÇA, M.; PRADO, M. L. C. (org.). História das Américas: fontes e abordagens historiográficas. São Paulo. Humanitas: CAPES, 2015.
CAPELATO, M. H. R. Imprensa e História do Brasil. Editora Contexto. São Paulo. 1988.
CAPELATO, M. H. R.; PRADO, M. L. O bravo matutino: imprensa e ideologia no jornal “O Estado de S. Paulo”. São Paulo: Alfa-Ômega, 1980.
CHAMMAS, E. Z. A ditadura militar e a grande imprensa: os editoriais do Jornal do Brasil e do Correio da Manhã entre 1964 e 1968. 2012. 113 f. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012.
CRUZ, M. A. G. da. Transição democrática brasileira e movimento estudantil na Universidade Estadual do Ceará (1979-1989). Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 16, n. 41, e0103, abr. 2024.
FERREIRA, M. de M. Diário de Notícias. In: ABREU, A. A. de et al. (coord.). Dicionário histórico-biográfico brasileiro pós-1930, v. 2. Rio de Janeiro: Editora FGV; CPDOC, 2001. Disponível em: https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/DI%C3%81RIO%20DE%20NOT%C3%8DCIAS%20(Rio%20de%20Janeiro).pdf. Acesso em: 20 out. 2024.
FICO, C.; ARAÚJO, M. P. (org.). 1968, 40 anos depois: história e memória. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2009.
FIGUEIREDO, L. Ministério do silêncio: a história do serviço secreto brasileiro de Washington Luís a Lula (1927-2005). Rio de Janeiro: Record, 2005.
GROPPO, L. A. Uma onda mundial de revoltas: movimentos estudantis nos anos de 1960. 2000. 696 f. Tese (Doutorado em Sociologia) –Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2000.
HAUER, L. Colégio Pedro II no período da ditadura militar: subordinação e resistência. 2007. 210 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2007.
KUCINSKI, B. Jornalistas e revolucionários: nos tempos da imprensa alternativa. São Paulo: Página Aberta, 1991.
LEAL, C. E. Tribuna da Imprensa. Verbete. FGV, CPDOC. s/d. Disponível em: https://atlas.fgv.br/verbete/6390. Acesso em: 20 out. 2024.
LUCA, T. R. de. História dos, nos e por meio dos periódicos. In: PINSKY, C. B. (org.). Fontes Históricas. 2. ed. São Paulo: Editora Contexto, 2008.
MAFRA, P. H. Uma escola contra a ditadura: a participação política do Cap-UFRJ durante o regime militar brasileiro (1964-1968). 2006. 136 f. Dissertação (Mestrado em História) – Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2006.
MARTINS FILHO, J. R. (org.). 1968 faz 30 anos. Campinas: Mercado das Letras; São Paulo: Fapesp. Editora da UFSCar, 1998.
MARTINS FILHO, J. R. Movimento estudantil e a militarização do Estado no Brasil: 1964-1968. 1986. 284 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1986.
MOTTA, R. P. S. As universidades e o regime militar: cultura política brasileira e modernização autoritária. Rio de Janeiro: Zahar, 2014.
MOTTA, R. P. S. Passados presentes: o golpe de 1964 e a ditadura militar. Rio de Janeiro: Zahar, 2021.
MÜLLER, A. A resistência do movimento estudantil brasileiro contra o regime ditatorial e o retorno da UNE à cena política (1969-1979). 2010. 267 f. Tese (Doutorado em História) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo; Centre d’Histoire Sociale da XXème Siècle, Université de Paris 1 – Panthéon Sorbonne, Paris, 2010.
OLIVEIRA, S. S. R. de. A Escola Técnica Nacional e a ditadura civil-militar: história e memória de uma escola e da luta dos estudantes (1960-1966). Tempo, Niterói, v. 29, n. 1, p. 127-144. jan./abr. 2023.
POERNER, A. J. O Poder Jovem. História da participação política dos estudantes brasileiros. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968.
SANTOS, B. B. M. dos; SILVA, E. M. da; ANDRADE, V. L. C. de Q.; RODRIGUES, V. M. F. Memória histórica do Colégio Pedro II: 180 anos de história na educação do Brasil. Rio de Janeiro: Colégio Pedro II, 2018.
VALLE, M. R. do. O diálogo é a violência: movimento estudantil e ditadura militar em 1968. 1997. 226 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1997.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Os Autores que publicam nessa revista concordam com os seguintes termos:
a) Os autores cedem os direitos autorais à revista, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da sua autoria e publicação nesta revista.
b) A política adotada pela Comissão Editorial é a de ceder os direitos autorais somente após um período de 30 meses da data de publicação do artigo. Transcorrido esse tempo, os autores interessados em publicar o mesmo texto em outra obra devem encaminhar uma carta à Comissão Editorial solicitando a liberação de cessão dos direitos autorais e aguardar resposta.
c) Esta revista proporciona acesso público a todo o seu conteúdo, uma vez que isso permite uma maior visibilidade e alcance dos artigos e resenhas publicados. Para maiores informações sobre esta abordagem, visite Public Knowledge Project, projeto que desenvolveu este sistema para melhorar a qualidade acadêmica e pública da pesquisa, distribuindo o OJS assim como outros softwares de apoio ao sistema de publicação de acesso público a fontes acadêmicas. Os nomes e endereços de e-mail neste site serão usados exclusivamente para os propósitos da revista, não estando disponíveis para outros fins. This journal provides open any other party
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons







