Prática intercomunicativa na educação: o Café Dialógico
DOI:
https://doi.org/10.18675/1981-8106.v35.n.69.s18130Palavras-chave:
Intercomunicabilidade. Signo Ideológico. Generalização. Individuação.Resumo
Este artigo visa descrever, ao mesmo tempo em que justifica, as motivações, a metodologia, o corpo teórico e o desenvolvimento do projeto educativo intercomunicativo que se publicizou, em sua versão mais popularizada, no Café Dialógico. Os dados informativos referidos nesse relato de prática e o material analítico que sobre eles incide resultam, respectivamente, de registros de memória e anotações relativas à implementação da proposta. A ação intercomunicativa enquanto projeto pedagógico intentou deslocar a experiência educativa dos alunos nela envolvidos para o centro de suas consciências sob três principais alegações: a de os conceitos científicos serem decorrentes de uma segunda raiz de pensamento com acentuada independência em relação às formas conceituais anteriores; a desconfiança na prerrogativa de a escola ensinar conceitos por uma via direta; e o reconhecimento de que o autoaprendizado dos conceitos científicos pelos adolescentes não os priva, por completo, das formas conceituais mais elementares, como ferramentas do pensamento. Dessas prerrogativas intrinsecamente relacionadas com o recrutamento da fala interior e a fala, propriamente dita, dos alunos em meio aos processos potencialmente ascendentes de generalização conceitual se identificou uma rara aproximação das redes de comunicação cotidiana na escola com os programas curriculares socialmente problematizados.
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